Economia

Equipe de Bolsonaro projeta 6 milhões de empregos em 2 anos


A ideia, segundo o economista Carlos Alexandre da Costa (foto), é incentivar com medidas que não tenham impacto fiscal setores com intensiva mão de obra, como a construção civil


  Por Estadão Conteúdo 16 de Outubro de 2018 às 10:21

  | Agência de notícias do Grupo Estado


O time econômico do candidato Jair Bolsonaro (PSL) ao Palácio do Planalto estabeleceu como meta criação de 10 milhões de empregos em quatro anos, de acordo com Carlos Alexandre da Costa, que integra o núcleo de economistas reunidos por Paulo Guedes, o coordenador do programa econômico de Bolsonaro.

Segundo ele, o plano é gerar seis milhões de empregos nos dois primeiros anos de governo, e quatro milhões nos dois anos seguintes, caso o candidato seja eleito no próximo dia 28 de outubro.

A ideia, explicou ele, é incentivar com medidas que não tenham impacto fiscal setores com intensiva mão de obra, como a construção civil.

Nos oito anos de governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foram criados 13,4 milhões de empregos formais no País.

No primeiro mandato da ex-presidente Dilma Rousseff, a criação de vagas com carteira assinada foi de 4,9 milhões. Entre 2015 e 2017, quando Dilma Rousseff e Michel Temer governaram, 2,8 milhões de empregos foram destruídos. 

O núcleo econômico acelerou, nos últimos dias, os contatos com representantes das principais entidades do setor produtivo para a definição em conjunto de indicadores econômicos a serem perseguidos, como a meta para a geração de novas vagas de trabalho.

Entre as metas que estão sendo definidas, estão indicadores relacionados ao Doing Business, ranking do Banco Mundial que analisa a cada ano as leis e regulações que facilitam ou dificultam as atividades das empresas em cada economia.

"Nós já estamos construindo um dashboard com todos os indicadores do que a sociedade espera de nós", informou Costa, responsável pela área de emprego, produtividade e crédito. Dashboard são painéis que mostram métricas e indicadores importantes para alcançar objetivos e as metas traçadas.

PROSPERIDADE

Segundo Costa, a proposta é "construir" com o setor produtivo a Agenda de Prosperidade, como está sendo chamado o plano de medidas para o crescimento do País, boa parte delas voltadas para o aumento da produtividade.

Costa explicou que são pontos em comum para o aumento da competitividade e redução do custo Brasil. "É uma grande aliança para o desenvolvimento", disse ele, que defende uma reforma tributária que desonere a produção. "Pagar impostos, por exemplo Estamos péssimos nisso", criticou.

Para Costa, o Estado brasileiro hoje cobra o máximo da sociedade e entrega o mínimo no que deveria fazer nas áreas de saúde, educação, segurança e moradia.

"Há uma grande dicotomia do Estado que cobra regulamentação demais e obrigações acessórias demais e sufoca o setor produtivo", disse Costa, que foi diretor do BNDES.

Para a definição desses indicadores, o grupo já conversou com dirigentes da Abdib (Infraestrutura), Fiesp (indústria paulista), Abinee (elétrica e eletrônica), Abiquim (química) e outras que ainda estão sendo marcadas. Ele classificou como uma "vergonha que o Brasil tenha indicadores piores do que de países da África Subsaariana.

FOTO: Tânia Rêgo/Agência Brasil