Brasil

Indústria paulista perdeu 10,5 mil postos de trabalho em novembro


Apesar da destruição de vagas no mês passado, a Fiesp afirma que o resultado em novembro é o melhor apresentado nos últimos quatro anos


  Por Estadão Conteúdo 12 de Dezembro de 2017 às 12:24

  | Agência de notícias do Grupo Estado


O nível de emprego na indústria paulista avançou 0,04% em novembro ante outubro, na série com ajuste sazonal, de acordo com o Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp). No mês, a geração de vagas ficou negativa em 10,5 mil postos de trabalho.

Apesar da destruição de vagas no mês passado, a Fiesp enfatizou, em nota à imprensa, que o resultado em novembro "é o melhor apresentado nos últimos quatro anos".

Na avaliação sem ajuste sazonal, foi apurada queda de 0,49% em novembro ante outubro. Já em relação com outubro do ano passado, houve recuo de 1,77% no nível de emprego, com menos 39 mil trabalhadores empregados.

Nos 11 primeiros meses de 2017, o saldo de emprego é negativo, com 2 mil vagas perdidas, o que representa queda de 0,10% na comparação com o mesmo período do ano passado, apontou a Fiesp.

SETORES 

Mais da metade dos 22 setores acompanhados pelo indicador da Fiesp apresentaram desempenho negativo em novembro.

Entre os 12 setores que registraram corte de vagas, o destaque foi do ramo de produtos alimentícios (-4.669) e também do setor de coque, derivados do petróleo e biocombustíveis (-3.857). Outros seis setores tiveram desempenho positivo e quatro ficaram estáveis.

REGIÕES 

Na análise por grandes regiões, a Fiesp verificou redução na Grande São Paulo (-0,04%) e, principalmente, no interior paulista (-0,64%).

Já entre as 36 diretorias regionais da entidade, 19 apresentaram desempenho negativo, com destaque para Presidente Prudente (-3,87%), por coque, petróleo e biocombustíveis (-18,39%) e produtos alimentícios (- 0,52%).

Outras nove apontaram alta, sendo que a Fiesp destacou o desempenho em Matão (2,22%), influenciado pelo setor de máquinas e equipamentos (1,69%) e confecção de artigos do vestuário (8,74%).

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