Brasil

Indicadores do mercado de trabalho pioram em setembro


Queda no Indicador Antecedente de Emprego da FGV reflete incerteza dos empresários e consumidores em relação ao crescimento da atividade econômica


  Por Estadão Conteúdo 09 de Outubro de 2018 às 08:50

  | Agência de notícias do Grupo Estado


O Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp) recuou 3,3 pontos em setembro ante agosto, para 91,0 pontos, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta terça-feira (9/10).

Após sete meses consecutivos de quedas, o indicador atingiu o menor nível desde dezembro de 2016, quando estava em 90,0 pontos.

"A queda no Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp) reflete a elevada incerteza quanto ao crescimento da atividade econômica futura do Brasil e, portanto, quanto à geração do emprego", diz o economista Fernando de Holanda Barbosa Filho, do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV), em nota oficial.

Já o Indicador Coincidente de Desemprego (ICD) aumentou 1,3 ponto em setembro ante agosto, para 97,3 pontos, maior nível desde dezembro passado, quando estava em 100,3 pontos.

"O Indicador Coincidente de Desemprego encontra-se estável, porém em nível elevado. Isto sinaliza o momento de dificuldade no mercado de trabalho enfrentado pelos trabalhadores, apesar da lenta redução observada na taxa de desemprego".

O ICD é construído a partir dos dados desagregados, em quatro classes de renda familiar, da pergunta da Sondagem do Consumidor que procura captar a percepção sobre a situação presente do mercado de trabalho.

Já o IAEmp é formado por uma combinação de séries extraídas das Sondagens da Indústria, de Serviços e do Consumidor, todas apuradas pela FGV. O objetivo é antecipar os rumos do mercado de trabalho no País.

No IAEmp, seis dos sete componentes tiveram redução em setembro, com destaque para o que mede o emprego local futuro da Sondagem do Consumidor, que encolheu 6,8 pontos na passagem de agosto para setembro.

No ICD, as faixas de renda que mais contribuíram para o aumento do indicador em setembro foram as duas mais altas: consumidores com renda familiar entre R$ 4,8 mil e R$ 9,6 mil (+1,8 ponto); e os que recebiam acima de R$ 9,6 mil (+1,7 ponto).