Brasil

Facesp apresenta propostas para evitar abre e fecha do comércio


Governador João Doria informou que a tendência daqui em diante é que os estabelecimentos permaneçam abertos, e que delivery e retirada não sejam proibidos


  Por Cleber Lazo  20 de Abril de 2021 às 17:55

  | Repórter Facesp cleber.lazo@facesp.com.br


A Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp) propôs ao governo estadual a criação de comitês regionais de retomada econômica. Os grupos seriam coordenados pelas Associações Comerciais, e teriam como objetivo facilitar o acesso dos pequenos negócios ao crédito, além de desenvolver ações para mitigar os impactos da pandemia na economia.

A sugestão foi apresentada pelo presidente da Facesp, Alfredo Cotait Neto, ao governador João Doria e à secretária de Desenvolvimento Econômico, Patrícia Ellen, durante reunião on-line, no final da tarde de segunda-feira (19/04).

A ideia é que os comitês sigam o modelo já adotado na região de São José do Rio Preto. Em funcionamento desde o final de 2020, o grupo é liderado pela Associação Comercial de Rio Preto (Acirp), e conta com entidades como Sebrae, Sesc, Sesi, Sest/Senat, Ciesp/Fiesp, Fatec, Sociedade de Medicina e Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), entre outras.

Campinas, Baixada Santista e Vale do Paraíba seriam as primeiras regiões a receberem novos comitês nesta etapa inicial de expansão.

“A utilização das ACs no processo de acesso ao crédito é um pedido que temos feito desde o início da pandemia e que agora, para o bem da classe empreendedora, pode começar a se concretizar”, destacou Cotait.

Outra tarefa dos comitês será dar sugestões de adaptação do Plano SP usando análises mais minuciosas, por meio de microrregiões. “A realidade dos municípios, dentro de uma mesma região, pode ser completamente diferente. Por isso, se faz necessária uma verificação mais detalhada da realidade de cada município, de cada microrregião”, afirmou o presidente da Facesp.

ADEQUAÇÃO DO PLANO SP

A reunião realizada com o governador teve a participação de diversas entidades ligadas ao comércio. Elas apresentaram a Doria propostas para minimizar os graves impactos da crise econômica gerada pela pandemia e pelas medidas restritivas impostas para conter a propagação do vírus.

As entidades solicitaram que nenhuma categoria do comércio volte a fechar, e que alternativas sejam encontradas caso haja uma regressão no Plano SP. “O que o comércio precisa neste momento é de planejamento e essa instabilidade, de ora fecha, ora abre, prejudica a todos”, disse Cotait.

Também foi solicitado ao governador que o horário de funcionamento do comércio, nesta fase de Transição e nos demais períodos do Plano SP, possa compreender as realidades locais.

Na avaliação das entidades, cada região tem uma dinâmica e, por isso, não é possível definir uma regra padrão. A proposta é para a criação de microrregiões dentro do plano de retomada.

“Seria de fundamental importância se pudéssemos ampliar o horário de funcionamento nestas semanas que antecedem o Dia das Mães, para que não haja aglomeração, e para que os comerciantes possam ter um respiro depois de tanto tempo com as atividades interrompidas”, frisou o presidente da Facesp.

A manutenção do delivery e da retirada no estabelecimento, em qualquer circunstância, foi mais uma proposta defendida.

Abram Szajman, presidente da Fecomercio-SP, voltou a solicitar a postergação do pagamento de impostos, principalmente das MPEs. “O alongamento do prazo para o pagamento dará uma chance para que os pequenos comércios se recuperem”, afirmou

Nabil Sahyoun, presidente da Alshop, pediu que o governo avalie a realização de um programa de recuperação fiscal, um Refis, principalmente para os débitos acumulados durante o período de pandemia.

Glauco Humai, presidente da Abrasce, destacou a necessidade de manutenção do diálogo entre governo e entidades, e sugeriu a ampliação na capacidade de atendimento a clientes, saindo dos atuais 25% para, no mínimo, 40%.

DORIA: COMÉRCIO NÃO DEVE FECHAR MAIS

O governador informou que a tendência de momento, com a estabilidade dos casos e mortes por covid-19, após o período de restrição mais rígida, é que o comércio não feche novamente. Contudo, ressaltou que a decisão caberá ao comitê de saúde.

Doria confirmou que o delivery e retirada não serão mais proibidos, em nenhuma circunstância.

Sobre a campanha de conscientização, o governador se mostrou interessado na proposta, e disse que ela terá início o mais rápido possível. “Vamos desenvolver uma campanha que demonstrará que todos nós estamos unidos em torno da retomada da economia e contra a covid-19”, afirmou o governador.

Doria classificou o pedido de postergação de impostos como “razoável, justo e viável”. “Vamos debater esta proposta durante uma reunião com o secretário Henrique Meirelles (Fazenda) e sua equipe”, informou. 

IMAGEM: Marcelo Camargo/Agência Brasil






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