Brasil

Ainda elevado, medo do desemprego diminui


Índice ainda está 16 pontos acima da média histórica, de acordo com a CNI. O medo de ficar desempregado é maior entre as mulheres


  Por Estadão Conteúdo 04 de Outubro de 2018 às 11:06

  | Agência de notícias do Grupo Estado


O medo de desemprego recuou 2,2 pontos entre junho e setembro, mas permanece elevado e acima da média histórica, de acordo com pesquisa divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

O Índice de Medo do Desemprego (IMD) de setembro chegou a 65,7 pontos - números acima de 50 indicam temor de perder emprego. Está 16 pontos acima da média histórica, de 49,7 pontos. Na comparação com setembro de 2017, porém, há queda de 2 pontos.

"Com a queda, o índice recupera parte das perdas registradas em junho, quando a insegurança da população aumentou por causa da greve dos caminhoneiros, ocorrida no fim de maio", diz a economista da CNI Maria Carolina Marques.

O medo de ficar desempregado é maior entre as mulheres (72,5 pontos), enquanto o indicador entre os homens chegou a 62,7 pontos.

O maior índice foi registrado na região Nordeste, 73,1 pontos, uma queda de 1 ponto entre junho e setembro.

Em seguida está a região Sudeste, com 64 pontos, queda de 4,8 pontos. O menor patamar foi registrado na região Norte/Centro oeste, de 60,9 pontos, alta de 2,3 pontos. No Sul, o índice também subiu 0,8 ponto e chegou a 62,7 pontos.

SATISFAÇÃO 

Outro levantamento divulgado nesta segunda-feira pela CNI, o Índice de Satisfação com a Vida também melhorou 1,1 ponto, chegando a 65,9 pontos. O indicador também varia de zero a cem pontos e quanto menor o valor, menor é a satisfação com a vida.

O indicador aumentou em todas as regiões do País, com maior alta na região Sul, de 2,4 pontos, alcançando 68,3 pontos. Homens, com 66,8 pontos, estão mais satisfeitos do que as mulheres, com 65,1 pontos.

Os dois levantamentos são trimestrais. Esta edição ouviu 2 mil pessoas em 126 municípios entre os dias 22 e 24 de setembro.

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