Vendas no varejo crescem 18% em março

Crescimento expressivo, segundo o ICVA, está relacionado com a base comparativa. Em março do ano passado, o comércio foi afetado pelas medidas de isolamento mais restritivas, decorrentes da pandemia

Estadão Conteúdo
18/Abr/2022
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As vendas no varejo cresceram 18% em marco de 2022, descontada a inflação, em comparação com igual mês de 2021, aponta levantamento do Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA). Em termos nominais, que espelham a receita de vendas observadas pelo varejista, o índice apresentou alta de 33,4%.

O crescimento expressivo, segundo o levantamento, está fortemente relacionado com a base comparativa. Em março do ano passado, o comércio foi afetado pela adoção de medidas de isolamento mais restritivas, decorrentes do recrudescimento da pandemia da covid-19.

Efeitos de calendário, em contrapartida, prejudicaram o resultado do índice. O principal fator foi o Carnaval, celebrado em março enquanto em 2021 a data caiu no mês de fevereiro. Nem o fato de ter havido uma quinta-feira, dia tradicionalmente de vendas fortes no comércio, a mais foi capaz de compensar a queda provocada pelo Carnaval.

Desconsiderando os ajustes de calendário, o índice nominal apresentou crescimento de 34,9% e, descontando a inflação, 19,3%.

Em nota, o Head de Inteligência da Cielo, Pedro Lippi, afirma que mesmo com o aumento expressivo das vendas registrado em março, o varejo ainda não voltou ao patamar verificado antes da pandemia.

"Nosso índice, quando deflacionado, mostra que as vendas ainda estão 6,4% abaixo. Os setores de serviço, como Turismo e Transporte e Bares e Restaurantes, apesar dos crescimentos observados nos últimos meses, ainda estão abaixo do período pré-pandemia, bem como o setor de Vestuário", afirma.

Segundo o executivo, mesmo diante desse cenário, é possível dizer que o Varejo está em processo de retomada.

"Março foi o quinto mês seguido de alta", destaca.

SETORES

Descontada a inflação e com o ajuste de calendário, os macrossetores de Bens Duráveis e Semiduráveis e de Serviços registraram aceleração nas vendas em relação a fevereiro.

Já Bens Não Duráveis sofreu desaceleração. O destaque no macrossetor de Bens Duráveis e Semiduráveis foi o segmento de Vestuário.

No macrossetor de Bens Não Duráveis, um dos segmentos que mais colaboraram para a aceleração foi Turismo e Transportes. Ja o macrossetor de Bens Não Duráveis, que desacelerou, foi impactado negativamente pelo segmento de Drogarias e Farmácias.

REGIÕES

De acordo com o ICVA deflacionado e com ajuste de calendário, todas as regiões apresentaram crescimento em relação a março do ano passado. A região Sul registrou alta de 24,1%, seguida da região CentroOeste (+24,0%), Norte (+20,3%), Nordeste (+19,4%) e Sudeste (+18,2%).

Segundo o ICVA nominal com ajuste de calendário na comparação com março de 2021, as vendas na região CentroOeste cresceram 39,1%, seguida da região Sul (+38,2%), Nordeste (+36,0%), Sudeste (+33,3%) e Norte (+31,5%).

Indicadores Econômicos

Fator de Reajuste

ÍNDICE
Fev
Mar
Abr
IGP-M
1,1612
1,1477
1,1466
IGP-DI
1,1535
1,1557
1,1353
IPCA
1,1054
1,1130
1,1213
IPC-Fipe
1,1033
1,1096
1,1226

Indicadores de Crédito da Boa Vista

Índice
Fev
Mar
Abr
Demanda por crédito
-4,3%
0,6%
-4,3%
Pedidos de falência
--
--
--
Movimento do comércio
0,6%
-1%
1,1%
Inadimplência do consumidor
1,4%
5,1%
5,0%
Recuperação de crédito
3,5%
6,4%
1,8%
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