Taxa de desemprego fica em 9,8% no trimestre terminado em maio, diz IBGE

O País registrou uma abertura de 2,282 milhões de vagas no período. A população de ocupados alcançou 97,516 milhões de pessoas

Estadão Conteúdo
30/Jun/2022
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A taxa de desocupação no Brasil ficou em 9,8% no trimestre encerrado em maio, de acordo com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgados na manhã desta quinta-feira, 30/06, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em igual período de 2021, a taxa de desemprego medida pela Pnad Contínua estava em 14,7%.

A renda média real do trabalhador foi de R$ 2.613 no trimestre encerrado em maio. O resultado representa queda de 7,2% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Já a massa de renda real habitual paga aos ocupados somou R$ 249,849 bilhões no trimestre até maio, alta de 3,0% ante igual período do ano anterior, de acordo com o IBGE.

NOVAS VAGAS

O País registrou uma abertura de 2,282 milhões de vagas no mercado de trabalho em apenas um trimestre. A população ocupada alcançou um recorde de 97,516 milhões de pessoas no trimestre encerrado em maio de 2022. Em um ano, mais 9,365 milhões de pessoas encontraram uma ocupação.

Já a população desocupada diminuiu em 1,385 milhão de pessoas em um trimestre, totalizando 10,631 milhões de desempregados no trimestre até maio. Em um ano, 4,594 milhões deixaram o desemprego.

O nível da ocupação - porcentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar - passou de 55,2% no trimestre encerrado em fevereiro para 56,4% no trimestre até maio.

INFORMALIDADE

O País registrou uma taxa de informalidade de 40,1% no mercado de trabalho no trimestre até maio de 2022. O Brasil alcançou um recorde de 39,129 milhões de trabalhadores atuando na informalidade no período.

Em um trimestre, mais 803 mil pessoas passaram a atuar como trabalhadores informais. A geração de vagas no período totalizou 2,282 milhões, ou seja, foi puxada majoritariamente por ocupações formais.

"Se lá no passado era fundamentalmente a informalidade que estava impulsionando a expansão da ocupação, agora temos tanto o lado formal como o informal da ocupação respondendo pelo aumento da ocupação total da pesquisa", afirmou Adriana Beringuy, coordenadora de Trabalho e Rendimento do IBGE.

Segundo Adriana, apesar da reação do trabalho formal, "a informalidade faz parte da estrutura da ocupação no mercado de trabalho brasileiro".

Ela lembra que a taxa de informalidade é historicamente elevada no País, permanecendo ainda acima de 40%. "Ou seja, 40% dos trabalhadores estão inseridos no mercado de maneira informal", frisou.

CARTEIRA ASSINADA

O trimestre encerrado em maio de 2022 mostrou uma abertura de 981 mil vagas com carteira assinada no setor privado em relação ao trimestre encerrado em fevereiro, segundo o IBGE.

Na comparação com o mesmo trimestre de 2021, 3,831 milhões de vagas com carteira assinada foram criadas no setor privado. O total de pessoas trabalhando com carteira assinada no setor privado foi de 35,576 milhões no trimestre até maio, enquanto as que atuavam sem carteira assinada alcançaram um recorde de 12,804 milhões, 523 mil a mais que no trimestre anterior.

Em relação ao trimestre até maio de 2021, foram criadas 2,446 milhões de vagas sem carteira no setor privado.

O trabalho por conta própria ganhou a adesão de 303 mil pessoas em um trimestre, para um total de 25,656 milhões. O resultado significa 1,532 milhão de pessoas a mais atuando nessa condição em relação a um ano antes.

O número de empregadores aumentou em 168 mil em um trimestre. Em relação a maio de 2021, o total de empregadores é superior em 590 mil.

O País teve um aumento de 124 mil pessoas no trabalho doméstico em um trimestre, para um total de 5,787 milhões de pessoas. Esse contingente é 995 mil pessoas maior que no ano anterior.

O setor público teve 273 mil ocupados a mais no trimestre terminado em maio ante o trimestre encerrado em fevereiro. Na comparação com o trimestre até maio de 2021, foram abertas 80 mil vagas.

DESALENTO

O Brasil registrou 4,347 milhões de pessoas em situação de desalento no trimestre encerrado em maio. O resultado significa 377 mil desalentados a menos em relação ao trimestre encerrado em fevereiro, um recuo de 8,0%.

Em um ano, 1,271 milhão de pessoas deixaram a situação de desalento, queda de 22,6%.

A população desalentada é definida como aquela que estava fora da força de trabalho por uma das seguintes razões: não conseguia trabalho, ou não tinha experiência, ou era muito jovem ou idosa, ou não encontrou trabalho na localidade - e que, se tivesse conseguido trabalho, estaria disponível para assumir a vaga.

Os desalentados fazem parte da força de trabalho potencial.

 

IMAGEM: Juca Varella/Folhapress

 

 

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