Renda gerada pelo empreendedorismo soma R$ 420 bilhões por ano

O valor consta de levantamento do Sebrae, que aponta ainda que dos 15,3 milhões de empreendedores no Brasil, 11,5 milhões têm a sua atividade empresarial como única fonte de renda

Redação DC
05/Jul/2022
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*com informações da Agência Sebrae

Levantamento feito pelo Sebrae mostra que os pequenos negócios geram uma renda média de R$ 420 bilhões por ano. O valor é proveniente do trabalho de empreendedores classificados como microempreendedor individual (MEI), microempresário e empresário de pequeno porte.

O “Atlas dos Pequenos Negócios” revela que, em 2022, considerando a renda dos MEI em atividade, esse perfil de empreendedor gera, todos os meses, R$ 11 bilhões com o seu trabalho, o que significa que no ano eles injetam R$ 140 bilhões na economia brasileira.

Já os donos de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte geram, mensalmente, R$ 23 bilhões. No período de um ano, o total movimentando por esse perfil de empresa chega a R$ 280 bilhões.

RENDA ÚNICA

A maioria dos MEI (78%) tem na sua atividade como empreendedor a única fonte de renda. A partir desse dado, estima-se que cerca de 6,7 milhões de MEI em atividade dependem exclusivamente do seu trabalho como empreendedores.

Já em relação aos donos de micro e pequenas empresas (MPE), 71% não possuem outra fonte de renda, segundo a pesquisa do Sebrae. Considerando as 6,6 milhões de MPE em atividade, a projeção é de que existam 4,7 milhões de empresários nesse perfil que dependem totalmente da renda obtida com a empresa.

Reunindo todo o universo dos pequenos negócios (MEI + MPE), o dado revelado pelo Atlas do Sebrae é que, entre os 15,3 milhões de empreendedores em atividade no Brasil, 11,5 milhões têm a sua atividade empresarial como única fonte de renda.

FORMALIZAÇÃO

Entre 2012 e 2021, o número de trabalhadores por conta própria no Brasil cresceu 26%, passando de 20,5 milhões para 25,9 milhões. Já o número de formalizações entre os MEI passou de 2,6 milhões para 11,3 milhões, um incremento de 323%.

Isso significa um crescimento mais de 12 vezes maior entre os MEI se comparado com os donos de negócios que não se formalizaram.

De acordo com a pesquisa do Sebrae, 28% dos MEI já atuavam fora do mercado formal, sendo que suas ocupações principais eram empreendedorismo informal (13%) ou empregado sem carteira (15%), quando decidiram adotar o regime do Microempreendedor Individual.

A proporção de informais vem sendo reduzida ao longo do período (2012-2021), principalmente em relação ao empreendedor informal. Estima-se que 2,5 milhões de pessoas foram retiradas da informalidade em 2021 ao se registrarem como MEI.

Já em relação às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte, 13% dos empreendedores eram informais antes da abertura do negócio, sendo que 6% já exerciam a atividade como empreendedor informal e outros 7% eram empregados sem carteira assinada

 

IMAGEM: Freepik

 

 

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