JoomPro entra na disputa pelo mercado de importação no Brasil

Empresa começa a operar no país com especialistas que darão suporte a pequenas empresas e vendedores locais interessados em mercadorias chinesas

Mariana Missiaggia
21/Set/2023
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JoomPro entra na disputa pelo mercado de importação no Brasil

Com previsão de investimentos de até US$ 50 milhões para os próximos cinco anos, a empresa europeia de comércio eletrônico JoomPro anunciou no início desta semana que está prestes a iniciar sua operação no Brasil.

A plataforma é mais uma a ingressar na disputa pelo mercado de importação do país com foco no atacado, também chamado de B2B (empresa para empresa), e visa atender revendedoras e pequenos lojistas interessados em importar da China.

Ao anunciar sua chegada, a JoomPro diz querer impulsionar os negócios de pequenos varejistas com um serviço completo que inclui a identificação de fabricantes chineses, negociações de preços, logística e desembaraço aduaneiro.

Como diferencial, a proposta da plataforma é oferecer uma solução completa e facilitar a importação da China ao Brasil, se responsabilizando por todo o processo de escolha de fornecedor, testes de qualidade, documentação e logística até a chegada ao estoque.

Para tanto, a JoomPro terá especialistas locais para dar suporte aos vendedores brasileiros, funcionando como uma ponte entre o país e o escritório próprio na China, que possui contato direto com fabricantes chineses, possibilitando melhores negociações na compra de mercadorias.

Em nota, a empresa diz ter analisado diversos países da América Latina e constatou que o Brasil ocupa uma posição de liderança em e-commerce.

Em um cenário em que importações provenientes da China são extremamente importantes para o desenvolvimento dos pequenos e médios vendedores, Ilya Shirokov, fundador e CEO do grupo de empresas Joom, aponta que quem opera nesse mercado ainda enfrenta muitos desafios. Entre eles, ele cita:

- As informações sobre fabricantes chineses são limitadas e pouco confiáveis.

- Os vendedores locais geralmente usam o "boca a boca" para encontrar o fabricante certo, restringindo a escolha de parceiros confiáveis.

- A maioria dos vendedores encontram dificuldade em se comunicar em chinês e recorrem às ferramentas de tradução, o que, muitas vezes, resulta em mal entendidos entre as partes.

- Os processos de desembaraço aduaneiro são complexos e a falta de conhecimento sobre eles pode levar a prazos de entrega imprevisíveis.

- Muitos não conseguem realizar o controle de qualidade dos produtos com antecedência, o que aumenta a probabilidade de receber mercadorias de baixa qualidade.

Hoje, o tempo médio de entrega da China para o Brasil para os clientes da JoomPro é de aproximadamente trinta dias, mais cinco dias para o processo de liberação alfandegária. De acordo com análises de mercado, "Eletrônicos e Mídia" é a maior categoria no mercado brasileiro de e-commerce e representa 29% do total de vendas líquidas das cem maiores lojas no Brasil.

"Temos planos de longo prazo para expandir nossos negócios no Brasil. Em 2022, abrimos nossa sede em Lisboa, Portugal, onde também temos mais de cem profissionais prontos e capazes de dar suporte ao mercado brasileiro", diz Shirokov em nota.

Parte deste mercado, Hady Jeradi, Gerente Comercial da Gaabor, marca de utensílios domésticos, destaca que os brasileiros são muito abertos a experimentar opções fora do comum. Além disso, com os clientes buscando mais facilidade em todas as cadeias da importação, a concorrência terá de oferecer no mínimo o mesmo suporte para se manter competitiva.

Buscando mais margens, maior vantagem em relação aos concorrentes e maior lucro, Jeradi aponta que muitos empresários estão enxergando a importação direta como uma grande oportunidade. Em sua visão, dois entraves ainda atrasam esse movimento: falta de unificação dos processos (uma dor aparentemente sanada pela JoomPro) e o investimento - levando em consideração o tempo de retorno.

"Isso resolvido, não haverá mais nada que os segurem, pois empresas desatualizadas, com custo fixo alto e pouco tecnológicas, estão desaparecendo".

 

IMAGEM: @dubillafoto

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