Empresária transforma garrafas PET em bijuterias sofisticadas

Artesã pernambucana Nelly Cardoso (na foto) deu início ao negócio com apenas R$ 50 e já exporta suas peças para Itália, Portugal e Estados Unidos

Agência Sebrae
29/Ago/2017
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Empresária transforma garrafas PET em bijuterias sofisticadas

Perseverança, estudo, talento e R$ 50. Foi com esses recursos que a pernambucana Nelly Cardozzo transformou as habilidades manuais, que herdou da mãe, em um produto que já se expande pelo país e começa a ser exportado para Itália, Portugal e Estados Unidos.

Desde pequena, a empresária assistia à mãe produzindo renda e outras formas de artesanato para complementar o orçamento necessário para manter a família de dez filhos.

Anos depois, em 2010, quando foi demitida do banco onde trabalhava, na área de marketing, a empreendedora enxergou na produção de artesanato uma forma de assegurar a manutenção da família de três filhos, com o marido também desempregado.

Ela começou produzindo pulseiras, em pequenas quantidades, que as filhas vendiam na escola.

Com o sucesso dos produtos, ela resolveu buscar a orientação do Sebrae e com um capital de apenas R$ 50, abriu sua empresa – ainda na informalidade.

Dois anos depois, com o aumento das vendas e a capitalização da empresa, Nelly percebeu que era hora de se formalizar, e se cadastrou como Microempreendedora Individual (MEI).

“Eu notei que, para muitos clientes, principalmente das feiras nacionais e internacionais, a existência da nota fiscal era uma condição importante para impulsionar as minhas vendas”, diz.

A empresária trabalha com PET, couro, fios de algodão e seda, além de tecidos variados, para produzir suas coleções de pulseiras, colares e brincos.

“Eu procuro desenvolver um trabalho autoral diferenciado, tanto no design das peças como no uso de materiais sustentáveis”.

Com a colaboração de moradores e restaurantes do bairro onde vive, em Recife, Nelly consegue produzir hoje cerca de 1,5 mil peças por mês e, para isso, utiliza mensalmente cerca de quatro mil garrafas PET que seriam jogadas no lixo.

A artesã, de 66 anos, comenta que o papel do Sebrae foi fundamental para a criação e o crescimento do negócio.

“Desde o consultor, que me fez acreditar que eu poderia começar o negócio com tão pouco dinheiro no bolso, até as feiras de moda, artesanato e acessórios para as quais eu fui convidada a participar pelo Sebrae”, diz.

Ao longo dos últimos sete anos, a empresária fez diversos cursos na instituição, como: marketing digital, embalagem, mídias sociais, vitrinismo, e-commerce, gestão financeira, formação de preço e fotografia.

Hoje, os planos são de continuar expandindo o negócio. Ela pretende, em breve, reestruturar o site da Nelly Cardozzo e incorporar um sistema de e-commerce.

Outro passo é consolidar as negociações com o mercado externo. Em dois anos a empresa já teve 10 pedidos feitos a partir das feiras onde Nelly participou.

Por fim, a empresária também pretende abrir um ponto comercial físico.

“Estou me preparando para migrar para a categoria de Empresa de Pequeno Porte. Felizmente, a crise não existe pra mim”, afirma. 

FOTO: Divulgação

 

 

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