Calçados Bibi planeja aumentar presença no mercado paulista e no exterior

Marca de calçados infantis, que faturou R$ 229 milhões em 2023, prevê abrir franquias em shoppings de Bauru, Ribeirão Preto e Mogi das Cruzes. Vendas digitais, que cresceram 28%, também serão impulsionadas

Karina Lignelli
27/Mar/2024
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Calçados Bibi planeja aumentar presença no mercado paulista e no exterior

Com 130 lojas espalhadas pelo país, a Calçados Bibi planeja investir R$ 1,4 milhão no estado de São Paulo este ano com três franquias em shoppings: Bauru, Ribeirão Preto e Mogi das Cruzes. A marca infantil já possui 26 unidades no estado.

Longe da saturação, o desempenho do franchising no mercado paulista dá uma ideia de sua relevância: em 2023, registrou alta de 15,4% no faturamento e de 6,7% no número de operações ante 2022, segundo dados da Associação Brasileira de Franchising (ABF) de fevereiro último. Só no segmento de Moda, a alta foi de 25,4% no faturamento e de 5,9% nas operações em atividade no estado. 

E ainda há espaço para interiorização: apesar de contar com presença consolidada da Bibi, São Paulo, seja no Interior ou Região Metropolitana, tem pontos que ainda não são atendidos pela marca. 

"Essa observação é respaldada pela demanda dos consumidores por produtos da marca em regiões onde ainda não estamos presentes, evidenciando o potencial de crescimento e penetração de mercado que São Paulo oferece para a nossa rede", explica a presidente Andrea Kohlrausch.

Mesmo sendo áreas de concentração urbana, ainda há espaços consideráveis em cidades importantes do estado, de acordo com o mapeamento da rede - como por exemplo São José do Rio Preto, Santos e Barueri, que receberá uma nova unidade em maio, segundo Andrea. 

Com três das 26 operações próprias na região, e oito especificamente localizadas na capital paulista, a Bibi prioriza no momento a expansão em shoppings. Mas lojas de rua podem ser uma opção: hoje, a rede tem só duas nesse tipo de ponto (Franca e Araraquara), porque sua viabilidade depende do perfil de consumo de cada cidade e ponto com alto fluxo de pessoas. Especialmente considerando o público infantil.

"Mas as lojas de rua também representam uma oportunidade para franqueados que já possuem operações em shoppings, e desejam expandir sua presença na região."

Com fábricas em Parobé (RS) e em Cruz das Almas (BA), a Calçados Bibi produz mais de 2,6 milhões de pares/peças ao ano. Está presente em mais de 60 países nos cinco continentes e, no Brasil, em 3 mil pontos de venda multimarcas. Faturou R$ 229 milhões em 2023 e, para 2024, além da meta de abrir 10 lojas no Brasil, a marca traçou plano estratégico que visa crescimento de 21,6% em faturamento. 

FOCO NA AMÉRICA LATINA

Além da projeção de aumento de 24,5% nas vendas para os países que a marca de calçados infantis exporta, a internacionalização das franquias Bibi é outro foco da rede em 2024. Hoje, a marca tem 21 lojas exclusivas no Peru, Equador, Chile e Guatemala, e planeja ampliar a expansão na América Latina em países como El Salvador, Costa Rica e Paraguai, além de aumentar a capilaridade no Equador e Peru.

A expansão para América Latina foi uma das estratégias adotada pela marca, pois tem como objetivo escolher parceiros comerciais de longa data, que já atuam via exportação de calçados nos países em que a marca mapeia sua expansão por meio das lojas licenciadas Bibi, diz Andrea Kolrausch. 

"Isso permite que a implantação de uma operação de loja seja mais assertiva, já que conta com uma base de conhecimento sobre o varejo local, sobre a marca e sobre o produto", afirma.

Outro fator determinante para a escolha dos mercados-alvo vizinhos se deu por meio de estudos regionais, analisando dados de consumo e barreiras tarifárias, além do reconhecimento da marca e produtos pelos consumidores e varejo local. 

Sem revelar valores, a internacionalização por franquias para países da América Latina também contribui, segundo Andrea, para a produção nacional de calçados para exportação não sofrer grandes alterações.

"Essa análise que foi adotada acabou sendo um diferencial da marca, e um fator decisivo tanto para a expansão da rede no exterior quanto para a decisão dos países que são estratégicos."

TRANSFORMAÇÃO DIGITAL

As vendas digitais, que representaram cerca de 28% do faturamento da rede em 2023, também estão no foco da Bibi para 2024. A projeção é de incremento de 20,4%, pois a marca afirma que pretende continuar a investir no conceito de omnicanalidade e nos projetos de transformação digital. 

Entre eles estão a Prateleira Infinita, o Clique & Retire e a Entrega Expressa. E o Bibi em casa: nesta modalidade, o cliente fala com a vendedora pelo WhatsApp, seleciona os produtos da loja por um catálogo on-line e recebe uma mala personalizada com os calçados em casa. Após a escolha, é gerado um link para pagamento, e a mala é devolvida com as opções que não foram selecionadas. 

Mas o destaque deste ano é o app de compras exclusivo da marca, lançado em novembro de 2023. Segundo Andrea, com ele foi inaugurado "um novo capítulo na jornada digital" da Bibi, com produtos voltados para crianças de 0 a 9 anos.

"Considerando que 90% das nossas vendas on-line são provenientes de smartphones, a escolha de implementar um aplicativo visa aprimorar a experiência do usuário nesses dispositivos, reconhecendo a preferência do consumidor por realizar transações por este canal."

Desenvolvido pela Kobe, o app da Bibi promete oferecer uma experiência de compra fluida e personalizada, além de impulsionar as taxas de conversão e aumentar a frequência de compra nas lojas franqueadas em todo o país. Desde o lançamento, o aplicativo já representa mais de 20% das vendas on-line da marca que, no curto-médio prazo, deve se tornar o "epicentro" das transações.

"Com visão estratégica voltada para maximização da experiência de compra e do relacionamento com os clientes, temos expectativa de que o canal absorva mais de 30% das vendas on-line este ano", sinaliza.

IMAGEM: Divulgação

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