Boa Vista: registros de inadimplentes caem 3% em setembro

Já a recuperação de crédito cresceu 1,7% na variação mensal. O birô de crédito atribui a melhora nos indicadores à normalização do mercado de trabalho e ao incremento da renda

Redação DC
19/Out/2023
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Os registros de inadimplentes na base de dados da Boa Vista recuou 3% entre os meses de agosto e setembro, na comparação dos dados dessazonalizados que abrangem todo território nacional. 

Com o resultado, o indicador fechou o terceiro trimestre acumulando queda de 2,8%, na comparação com o segundo trimestre do ano.   

No ano, até setembro, os registros de inadimplentes acumulam alta de 9,1%, desacelerando em relação ao acumulado até agosto (10,9%). Em 12 meses, o indicador desacelerou de 16,8%, em agosto, para 13,7% na aferição atual.

Na comparação com setembro de 2022, o número de registros caiu 5%, a primeira variação negativa depois de dezessete meses de alta na mesma base de comparação. 

“O indicador recuou pela terceira vez consecutiva na variação mensal, a quinta nos últimos seis meses, e isso se deve a uma melhora de quase todos os fatores condicionantes. No mercado de trabalho os números já se mostravam bastante resilientes, mas também começamos a ver uma melhora mais nítida no endividamento e no comprometimento de renda das famílias no início do terceiro trimestre”, diz Flávio Calife, economista da Boa Vista. 

RECUPERAÇÃO DE CRÉDITO

O Indicador de Recuperação de Crédito da Boa Vista avançou 1,7% na comparação mensal e encerrou o terceiro trimestre com elevação de 2,3%, de acordo com dados dessazonalizados.

Em relação ao mês de setembro do ano passado houve mais um aumento robusto, desta vez de 27,1%, e isso contribuiu para manter a curva de longo prazo do indicador em ritmo acelerado: o crescimento da recuperação de crédito passou de 20,1% para 20,9% entre os meses de agosto e setembro na análise acumulada em 12 meses. 

No mesmo sentido, no acumulado do ano a Recuperação de Crédito acelerou seu ritmo de crescimento e agora aponta elevação de 18,7% contra o mesmo período de 2022.  

“O número de recuperação tem sido impulsionado pelas renegociações do Desenrola, tanto que só no 3º trimestre vimos um aumento quase 24% em comparação ao mesmo período do ano passado. Não é a primeira vez em que isso acontece, mas esse desnivelamento entre as curvas de longo prazo dos indicadores de registros e recuperação não é comum”, diz o economista da Boa Vista. 

 

IMAGEM: Freepik

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