Bivar resiste ao assédio de concorrentes e diz que mantém candidatura

Outras legendas tentam aliança com o candidato do União Brasil, que tem à disposição a maior fatia do fundo eleitoral, mas não emplaca nas pesquisas

Renato Carbonari Ibelli
25/Jul/2022
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Bivar resiste ao assédio de concorrentes e diz que mantém candidatura

O União Brasil atrai os olhares das principais legendas que concorrem à presidência da república. Com a maior fatia do fundo eleitoral, o partido é pressionado por PT e PSL a desistir da candidatura própria, personificada pelo deputado federal Luciano Bivar, e fazer aliança.   

As pesquisas eleitorais mostram que a disputa pelo Palácio do Planalto está polarizada entre o ex-presidente Lula e o atual, Jair Bolsonaro. Mesmo com o assédio de outras legendas, Bivar diz que tentará manter sua candidatura apostando em eleitores que, segundo ele, não estariam totalmente convencidos para quem dariam seus votos.

“As pesquisas apontam que mais de 50% dos eleitores estão desconfortáveis com a polarização. Tenho convicção de que a sociedade vive hoje esse dilema”, disse Bivar em sabatina com empresários realizada nesta segunda-feira, 25/07, na Associação Comercial de São Paulo (ACSP).

Ainda assim, o pré-candidato pelo União Brasil não descartou uma possível aliança. “Estamos ouvindo os outros, mas vamos seguir o caminho da democracia. Até agora temos mais perguntas do que respostas”, afirmou.

Os partidos querem ter acesso aos R$ 782 milhões que o União Brasil tem direito por meio do fundo eleitoral. Os recursos desse fundo são usados para financiar as campanhas dos presidenciáveis.

Além disso, uma aliança com o partido de Bivar ajudaria a emplacar projetos no Legislativo. A bancada do União Brasil na Câmara totaliza 56 deputados. No Senado, são dez nomes.

MOMENTO DIFÍCIL

Na sabatina na ACSP, Bivar disse que o país passa por um momento político difícil, que coloca em risco a democracia. “Em outubro o Brasil vai discernir se quer uma esquerda atrasada em 20 anos ou uma direita fundamentalista.”

As alternativas, como a do ex-governador de São Paulo João Doria ou dos ex-ministros Luiz Henrique Mandetta e Sergio Moro, não emplacaram. Um dos culpados pela terceira via não vingar, segundo Bivar, foi a imprensa, “que embarcou na polarização”.

Com muito recurso do fundo eleitoral, mas “sem espaço na mídia”, o desafio de sua candidatura é se fazer conhecida. “Temos 45 dias para o nosso departamento de marketing empacotar o que queremos falar e fazer com que isso chegue ao público”, disse.

O plano de governo do pré-candidato pelo União Brasil tem com ponto central a simplificação tributária, que se baseia na ideia de um imposto único, com alíquota de 1,8%, que substituiria onze tributos federais. Pela proposta, quem ganha até cinco salários estaria isento do Imposto de Renda e, caso seja pessoa jurídica, do Imposto Sobre Serviço (ISS).

“Com imposto simplificado, todos vão pagar e a arrecadação não perde. É a ideia de que quando todos pagam, todos pagam menos”, disse.

Luciano Bivar foi o terceiro postulante ao Palácio do Planalto sabatinado na ACSP. Já participaram Luiz Felipe D’Avila (Novo) e Simone Tebet (MDB). Os debates também são realizados com candidatos ao governo paulista. Nesse caso, já foram ouvidos o ex-governador Márcio França (PSB) e o ex-ministro da infraestrutura Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos).

IMAGEM: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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