ACSP arrecada recursos para ajudar comerciante que teve loja saqueada

A Carlos Eletrônicos foi invadida e roubada por frequentadores da Cracolândia na última quarta-feira (1). Prejuízo é estimado em R$ 80 mil. Saiba como ajudar

Karina Lignelli
03/Nov/2023
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ACSP arrecada recursos para ajudar comerciante que teve loja saqueada

A Associação Comercial de São Paulo (ACSP) iniciou uma campanha de arrecadação de dinheiro para ajudar a comerciante Ângela Alves de Oliveira a reestruturar sua loja. Na última quarta-feira (1), usuários de drogas da Cracolândia saquearam o estabelecimento, causando prejuízo estimado em R$ 80 mil.

Foi a segunda vez que a loja de eletrônicos, que funciona na região da Santa Ifigênia, foi invadida e roubada por dependentes químicos. Neste último episódio, cerca de 50 homens arrombaram a loja por volta das 21h e levaram praticamente todas as mercadorias, incluindo celulares de clientes que aguardavam manutenção. 

Ângela diz que não tem condição de reestruturar a Carlos Eletrônicos, loja que toca com seu marido. Ela não tem seguro para cobrir as perdas, e sem poder funcionar por causa dos estragos, a comerciante diz não ter possibilidade de pagar o aluguel do ponto.

Antes e depois: cerca de 50 usuários de drogas da Cracolândia usaram paus e pedras para arrombar a pequena loja de eletrônicos de Ângela Alves, que não tinha seguro

 

A reportagem do Diário do Comércio ouviu Ângela nesta sexta-feira, 3/11, logo após ela prestar depoimento à polícia. Há 11 anos na região da Santa Efigênia, desde que veio de Riacho de Santana (BA), ela vende acessórios eletroeletrônicos e oferece serviços de conserto de notebooks e celulares. Mesmo tendo passado por uma situação parecida durante a pandemia, jamais tinha presenciado tamanho estrago. 

“É triste, fiquei sem nada na loja. Fui tentar recuperar alguma coisa ontem mas só encontrei caixas amassadas e pisadas”, conta. “Me disseram que foi uma reação contra as ações da polícia, mas no fim, quem leva são os lojistas e os clientes que passam pela rua. Por isso todo mundo fecha às 16h30, 17h no máximo, porque é a hora que a rua abre para os usuários.” 

Antes e depois: além de roubar mercadorias, incluindo os celulares de clientes, os usuários de drogas depredaram a loja. Prejuízo é estimado em R$ 80 mil

 

Com o bom movimento de antes da pandemia, procurou, em parceria com o proprietário do imóvel, “crescer a loja”, conforme diz. Com a pandemia, e o primeiro assalto, a loja chegou a “zerar”, segundo Ângela. Para se recuperar, enquanto ela ficava na loja, o marido começou a atender e fazer consertos em uma banquinha montada do lado de fora, e conseguiram se levantar.  

“Tinham alguns dias em que a gente fazia R$ 50, em outros R$ 700... estávamos indo devagar, mas conseguindo pagar aluguel, comer, sobreviver”, afirma. “Mas agora, sem nada, como vamos sobreviver? A Santa Ifigênia está na UTI”, lamenta. 

Sem seguro na loja, sem contador e devendo para o proprietário do imóvel da loja porque ainda não tinha recuperado as perdas que teve com a pandemia, Ângela, que tem uma filha de 9 anos, diz que sua vontade é entregar o ponto e voltar para sua terra. 

Também pretende voltar para a sala de aula para fazer cursos de sorvete, gelato e açaí porque quer seguir em frente em outro ramo. “Me dispus a falar com TV, rede social, todas as rádios porque não quero que meus colegas do comércio passem por isso, dói demais. O duro é a incerteza do outro dia. Mas se hoje estou de joelhos, amanhã vou conseguir me levantar.”

COMO AJUDAR

Diante dessa situação, que infelizmente vem se tornando rotineira para o comerciante do entorno da Cracolândia, a ACSP decidiu recorrer à generosidade da população para arrecadar fundos e evitar que mais um pequeno negócio feche as portas.

Roberto Mateus Ordine, presidente da ACSP, diz que o objetivo da campanha é arrecadar R$ 100 mil, permitindo assim cobrir o prejuízo de Ângela. 

As doações poderão ser feitas por meio da chave Pix [email protected] . Os valores serão direcionados para uma conta da Associação Comercial São Paulo (CNPJ 60.524.550/0001-31). O banco depositário é o Bradesco (237), agência 0099, Conta Corrente 0095752-6.

"Vamos fazer esse fundo de arrecadação para que Ângela não fique desamparada. E, para o alcance ser ainda maior, vamos espalhar a campanha pela nossa rede empresarial e de associações comerciais em todo o estado de São Paulo", afirma Ordine.

O dirigente diz ter a certeza de que a população vai ajudar a comerciante a reerguer o negócio. Ao mesmo tempo, ele cobra do governo e das polícias punição para os responsáveis pelos saques e medidas que impeçam que outras ações do tipo aconteçam. 

SERVIÇO - SOS COMERCIANTE

Chave PIX (e-mail): [email protected]

Associação Comercial São Paulo - CNPJ: 60.524.550/0001-31

Banco Bradesco: 237

Agência: 0099

Conta Corrente: 0095752-6

 

IMAGENS: Reprodução redes sociais

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