Vida e Estilo

Netflix e Spotify popularizam clubes de assinatura


Serviços online de entretenimento são os mais assinados de acordo com a pesquisa da Collinson. Benefícios, preço e conveniência motivam consumidores a optar pelo modelo


  Por Redação DC 22 de Maio de 2019 às 12:04

  | Da equipe de jornalistas do Diário do Comércio


Promoções e eventos exclusivos, descontos em produtos e serviços, entrega sem custo ou mais rápida, curadoria especializada, bônus na transferência e no acúmulo de pontos/milhas, entre outros.

Esses são apenas alguns dos muitos benefícios oferecidos aos membros de um clube de assinatura, modelo de negócios cada vez mais popular em diversos setores como entretenimento, financeiro e viagens.

Para entender melhor como avança essa estratégia, a Collinson, líder global em benefícios e fidelização do cliente, encomendou uma pesquisa da Toluna Insights, com mais de mil brasileiros, e descobriu que os consumidores pagariam por um clube de assinatura motivados por benefícios (53%), preço (26%) e conveniência (17%).

“Benefícios econômicos ainda são muito esperados e desejados pelos consumidores, mais de 60% disseram preferir clubes de assinaturas que proporcionem descontos e promoções. Contudo, serviços preferenciais, ilimitados ou eventos exclusivos já ocupam um espaço importante na expectativa do consumidor (quase 40%)”, diz Henrique Donnabella, General Manager da Collinson no Brasil.

A indústria financeira, através do cartão de crédito, consolidou o modelo de assinatura onde o pagamento da tarifa anual do cartão acaba gerando benefícios adicionais como acesso a sala VIP em aeroportos, desconto em restaurantes e cinema, entre outros.

Na pesquisa, 38% dos entrevistados disseram ter interesse em assinar produtos relacionados a cartão de crédito.

Serviços online de entretenimento como a Netflix e o Spotify são os mais assinados de acordo com a pesquisa da Collinson, 74% e 29%, respectivamente.

Já o clube de assinatura da Amazon Prime, que no Brasil apenas oferece serviços de streaming de filmes, também se destaca com 15% de assinantes.

O setor de viagens continua crescendo, 30% dos consumidores disseram ter interesse em assinar algum plano pago de hotéis ou companhias aéreas.

Os programas de fidelidade também entraram de cabeça no modelo de assinatura paga; a pesquisa também mostra que os clubes da Multiplus, Smiles e da Tudo Azul são assinados por 12, 9 e 8% dos entrevistados, respectivamente.

“Existe uma tendência global de lançamento e adesão que chamamos de Paid Loyalty – programas de fidelidade que criam planos pagos para oferecer uma experiência ainda mais relevante aos seus clientes".

"Na condição de pagante, o cliente que não atinge a frequência de compra esperada pela empresa, e consequentemente não consegue obter as vantagens e benefícios através do programa de fidelidade gratuito, passa a ter uma opção de contribuir financeiramente para ter acesso a estes serviços e benefícios”, diz Donnabella.

A pesquisa aponta que no varejo há um crescimento no interesse por clubes de assinatura de diferentes setores: Farmácia (37%), Produtos de Beleza (36%), Postos de Gasolina, (32%), Petshops (18%) e Decoração (16%).

Também existe uma forte tendência na intenção de compra está o setor de Mobilidade, que contempla aplicativos de transporte privado, transporte público, aluguel de bicicletas/patinetes e carros.

De acordo com Donnabella, o crescimento do interesse dos brasileiros em pagar por clubes de assinatura é uma ótima oportunidade para as marcas rentabilizarem sua base de clientes através de uma proposta de valor diferenciada.

“Os clubes de assinatura podem ser muito eficazes para engajar mais os consumidores que já estão familiarizados com determinada marca e estão dispostos a pagar uma taxa para personalizar e aprimorar seus benefícios”, diz.

Os clubes de assinatura são uma ótima ferramenta por si só e quando inseridos num programa de fidelidade gratuito. É necessária uma calibração cuidadosa das empresas para atingir seus objetivos de engajamento com sucesso.

METODOLOGIA

Pesquisa realizada pela Toluna Insights no dia 20 de fevereiro com 1.051 pessoas das classes A, B e C, segundo os critérios de classificação utilizados pela Abep - Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa, onde as pessoas da classe C2 têm renda familiar média de R$ 1.625,00 por mês.

FOTO: Divulgação