Tecnologia

Tecnologia móvel é prioridade para 55% das empresas


Desafios relacionados à economia levam as empresas a adotar tecnologias transformadoras e disruptivas, como realidade aumentada e rótulos inteligentes


  Por Redação DC 06 de Agosto de 2019 às 11:01

  | Da equipe de jornalistas do Diário do Comércio


O incremento de investimento na área tecnológica cada vez mais tem o objetivo de impulsionar a produtividade e a satisfação do cliente.

Um estudo realizado pela Zebra Technologies Corporation, empresa inovadora na estrutura de negócios com soluções e parceiros que permitem às companhias capturar sua vantagem competitiva, divulgou os resultados de seu mais recente estudo, O Futuro das Operações de Campo.

O material revela que o investimento em tecnologia móvel é prioridade máxima para 55% das empresas brasileiras e uma prioridade crescente para outras 41%, a fim de acompanhar a rápida evolução e a crescente demanda dos clientes.

O estudo indica que os investimentos serão feitos em tecnologias disruptivas e em dispositivos móveis corporativos com o objetivo de melhorar a produtividade dos trabalhadores e a satisfação dos clientes em todas as etapas da operação de campo, incluindo gerenciamento de frota, serviços de campo, comprovantes de entrega e fluxos de envio direto para a loja.

“Impulsionada pelo e-commerce, a indústria de operações de campo está adaptando a maneira como olha para seu investimento em tecnologia móvel de maneira rápida”, afirma o Gerente Geral da Zebra Technologies Brasil, Vanderlei Ferreira.

O estudo mostra como os crescentes desafios relacionados à economia sob demanda levam as empresas a adotar tecnologias transformadoras e disruptivas, como realidade aumentada e rótulos inteligentes, desenvolvendo inteligência de negócio integrada e visibilidade que se traduzem em vantagem competitiva, de acordo com Ferreira. 

PRINCIPAIS RESULTADOS 

Equipar os funcionários da linha de frente com dispositivos móveis corporativos continua sendo uma prioridade para se manter competitivo.

Apenas 16% das empresas usam dispositivos móveis corporativos na maioria de suas operações de campo. Estima-se que esse número cresça para 53% no país em cinco anos.

Os entrevistados indicam que a maioria das companhias pretende investir em computadores portáteis e tablets robustos. De 2018 a 2023, prevê-se que o uso de computadores móveis com scanners de códigos de barras embutido cresça 42%, de impressoras móveis cresça 43% e de tablets robustos 51%.

O que se espera é que a precisão fornecida pelo uso desses dispositivos em ações como administração de inventários, de envios e de ativos aumente as receitas dos negócios.

Um fator essencial para se atingir produtividade, eficiência e economia de custos nas operações é garantir que os dispositivos corporativos robustos substituam os tradicionais produtos voltados para consumidores.

O estudo indica que 84% dos entrevistados costumam ou sempre realizam uma análise do custo total de propriedade (TCO, em inglês) de dispositivos de negócios antes de fazer um investimento.

Apenas 31% dos entrevistados acreditam que os smartphones de consumo têm melhor TCO do que os dispositivos robustos empresariais.

Preocupações terciárias e fatores de pós-venda são importantes para as organizações ao avaliar dispositivos móveis corporativos para os trabalhadores da linha de frente.

Segundo a pesquisa, quando se fala em investir em novas tecnologias empresariais para a linha de frente, as principais considerações de TCO das empresas são: substituição (44%), primeiro dispositivo (34%), desenvolvimento de aplicativos (58%) e programação/TI (65%).

Quase 47% dos entrevistados afirmam que os custos de gerenciamento e suporte de dispositivos são importantes, bem como atendimento ao cliente (37%), andamento do ciclo de vida do dispositivo (32%) e custos de reparo (40%).

Estes fatores influenciam cada vez mais o ciclo de compras, mostrando que aqueles que não fornecem um valor claro ou não podem controlar esses custos serão rapidamente ultrapassados por aqueles que o fazem.

TECNOLOGIAS EMERGENTES

A pesquisa mostra que oito em cada dez organizações concordam que as redes móveis mais rápidas serão um fator-chave para os investimentos em operações de campo, já que vão permitir o uso de tecnologias disruptivas.

Uma mudança significativa no jogo da indústria serão os droides e drones, com mais de um terço dos tomadores de decisão citando-os como os maiores disruptores.

O uso de tecnologias inteligentes, como sensores, RFID e etiquetas inteligentes, também desempenha um papel importante na transformação do setor.

De acordo com a revista, 81% dos entrevistados continuam a ver a realidade aumentada/virtual como um fator disruptivo; 82% consideram sensores, outros 82% etiquetas inteligentes e 75% a automação de carregamento de caminhões.