Tecnologia

Qualidade do e-commerce brasileiro é insuficiente


Dificuldades em integrar on e offline, além da ineficiência no cadastro de produtos foram alguns problemas apontados em pesquisa da Lett/ABComm. Porém, país tem o melhor desempenho da América Latina


  Por Estadão Conteúdo 25 de Junho de 2019 às 14:00

  | Agência de notícias do jornal O Estado de S.Paulo


A qualidade do comércio eletrônico brasileiro é insuficiente, com nota de 40,1 numa escala de 0 a 100, segundo o Índice de Qualidade do E-commerce (EQI, na sigla em inglês), divulgado nesta terça-feira, 25, pela Lett, startup de tecnologia especializada em trade marketing digital, com apoio da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm).

Na escala do EQI, a pontuação considerada aceitável é 60 pontos. Em 2019, o índice foi calculado em diversos países da América Latina e nos Estados Unidos, apesar da nota baixa do comércio eletrônico brasileiro, o País teve o melhor desempenho na América Latina - o México ficou em segundo, com nota 34,7. Nos Estados Unidos, o EQI de 2019 ficou em 56,9.

LEIA MAIS:Tecnologia a serviço do cliente: eis a receita do sucesso

Segundo a Lett, o EQI procura mensurar a qualidade dos sites de comércio eletrônico do ponto de vista do consumidor. São analisados cinco aspectos principais - o número de imagens dos produtos; o número de palavras usadas para descrever o produto; o número de comentários com "reviews" sobre os produtos; a nota média dos produtos avaliados pelos consumidores; e o número de caracteres usados no título do produto.

Os critérios foram definidos a partir de pesquisa de opinião realizada pela consultoria Opinion Box, com cerca de 2.178 consumidores, em fevereiro e março de 2019. Para a edição 2019 do EQI, foram analisadas cerca de 5,5 milhões de páginas de produtos em 118 sites de comércio eletrônico no Brasil, Estados Unidos e América Latina.

No Brasil, foram 78 sites, o que representa 70% do faturamento do comércio eletrônico nacional, segundo a Lett. Em 2018, o comércio eletrônico faturou R$ 53,2 bilhões, alta de 12% ante 2017, conforme dados citados no relatório do EQI 2019.

LEIA MAIS:Por que sua loja virtual não está bombando

De acordo com o relatório, a nota do Brasil no EQI 2019 sugere que faltam informações nas páginas de produtos nos sites de comércio eletrônico, que há dificuldades em integrar a experiência de compras online e offline e que o processo de cadastro de produtos é ineficiente. Esses seriam os desafios do comércio eletrônico brasileiro, segundo o relatório da Lett.

Ainda conforme a consultoria de marketing, "apenas 4,3% dos produtos analisados possuem uma qualidade 'aceitável'". "A maioria esmagadora dos produtos no Brasil (83,4%) possui notas entre 30 e 50. Nos EUA, a realidade é bem diferente: 44,2% possuem EQI acima de 60", diz o relatório.

LEIA MAIS:Quase 70% dos carrinhos de eletroeletrônicos são abandonados

FOTO: Thinkstock