Tecnologia

O Facebook, agora, é também um marketplace


Nova ferramenta quer incentivar seus usuários a comprar e vender sem sair da rede social


  Por Thais Ferreira 28 de Novembro de 2016 às 13:00

  | Repórter tferreira@dcomercio.com.br


Há poucas semanas, o Facebook anunciou sua nova ferramenta. Além de ser um local que conecta pessoas, a rede social quer unir compradores e vendedores e se tornar um marketplace, ao estilo do MercadoLivre e da OLX.

Não que isso já não aconteça. É muito comum que os usuários anunciem alguns itens em suas próprias páginas ou em grupos fechados.

Num breve passar olhos pela rede, é bem fácil achar um amigo ou familiar tentando vender um celular ou um notebook usado.

De acordo com as informações do Facebook, 450 milhões de pessoas visitam grupos de compra e venda por mês.

Essa comercialização se tornou tão forte dentro da rede social que ficou impossível para a empresa de Zuckerberg ignorar.

Eles decidiram transformar o que já acontecia de forma espontânea em uma nova ferramenta que cria um marketplace dentro do Facebook.

Esse recurso permite que os usuários localizem e anunciem produtos. Para facilitar essa tarefa, a rede social passará a ter um ícone de venda e uma busca direcionada para  esse itens.

Toda negociação e forma de pagamento devem ser acordadas pelos usuários. E, por enquanto, o Facebook não está cobrando nenhuma taxa ou porcentagem sobre as compras.

A ferramenta está disponível apenas para Estados Unidos, Reino Unido, Austrália e Nova Zelândia.

E tem uma restrição de idade: para maiores de 18 anos. Nos próximos meses, o Facebook pretende expandir o recurso para outros países.

VENDAS NO FACEBOOK

O Facebook é a rede social mais usada no Brasil, de acordo com a pesquisa realizada pela We are Social. São 103 milhões de usuários só no país.

A empresa há alguns anos percebeu seu próprio potencial não apenas como uma rede social, mas como local de negócios.

Mudanças nos algoritmos, novas políticas de post patrocinados e o botão de ofertas foram criadas com o intuito de melhorar a experiência dos usuários com as marcas e produtos.  

Para as páginas de negócios, já havia uma forma de criar uma loja online dentro do próprio Facebook, opção que também é gratuita. Mas recurso ainda não é muito utilizado.  

Fellipe Russo, diretor de Mídias Digitais da Tino Comunicação e fundador da Acelera, acredita que a mudança não irá afetar profundamente as lojas virtuais que já existem dentro dessa plataforma ou as empresas que utilizam posts patrocinados.

Pelo contrário, pode estimular que mais pessoas comprem dentro da rede.

Apesar da visão positiva para essa mudança, Russo acredita que o melhor não é apostar todas as fichas numa única rede social.

  “As plataformas mudam suas ferramentas e algoritmos constantemente e essas alterações nem sempre beneficiam todos os usuários.”, afirma.

Para não ficar a mercê dessas mudanças, ele acredita que é fundamental estar presente em diversas redes para aumentar as chances de venda. Além disso, é importante ter uma estratégia diferente para cada uma delas.

FOTO: Divulgação