Tecnologia

Google vai monitorar movimentação de pessoas pelo mundo


Um relatório preliminar do Google mostra que, em 29 de março, com as medidas de restrição em prática, a movimentação do brasileiro em lojas e locais de recreação caiu 71%


  Por Estadão Conteúdo 03 de Abril de 2020 às 12:30

  | Agência de notícias do jornal O Estado de S.Paulo


O Google lança nesta sexta-feira, 3/04, um novo recurso que poderá ajudar autoridades a saber se políticas de distanciamento social estão sendo seguidas em meio à pandemia do coronavírus. Com dados de localização de usuários obtidos em mais de 130 países, a empresa publica a primeira versão dos Relatórios de Mobilidade Comunitária, mostrando como está a movimentação das pessoas em diferentes tipos de locais, como parques, lojas, locais de trabalho e residências.

Aqui no Brasil, além de dados centralizados sobre o País, haverá números específicos sobre cada um dos 26 estados, além do Distrito Federal. "Já usamos dados agregados e anônimos que indicam a movimentação em determinados lugares, como vias de trânsito intenso ou restaurantes", explica a empresa, em comunicado assinado por Jen Fitzpatrick, vice-presidente da área de mapas, e Karen De Salvo, diretora de saúde do Google. "Os relatórios vão conter informações sobre o que mudou agora que as pessoas estão trabalhando de casa, tomando medidas para que a curva da pandemia deixe de ser ascendente e se transforme numa linha plana."

A expectativa é de que autoridades compreendam não só se a movimentação caiu ou subiu, mas também se é necessário, por exemplo, colocar mais ônibus ou trens à disposição, para evitar que os passageiros se aproximem durante a viagem.

Em uma primeira versão do relatório, referente ao dia 29 de março, é possível verificar que a movimentação do brasileiro em lojas e locais de recreação caiu 71%, na comparação com a média dos mesmos locais nos domingos das semanas entre 3 de janeiro e 6 de fevereiro.

Os dados sempre consideram a média de variação para os diferentes dias da semana. Em mercados e farmácias, esse índice foi de queda de 35%; em escritórios, a baixa foi de 34%. Já nas residências, houve alta de 17%. Os números do Estado de São Paulo são bastante parecidos.

A empresa ainda não definiu qual será a periodicidade da atualização dos dados. Segundo o Google, os relatórios foram desenvolvidos depois de pedidos de autoridades sanitárias, em todo o planeta, para saber se seria possível utilizar dados de localização para monitorar o avanço da doença.

PRIVACIDADE 

Todos os dados cedidos publicados nos relatórios foram agregados e tornados anônimos pelo Google. Além disso, as informações passaram por um processo de privacidade diferencial, com a inserção de um "ruído" aleatório, que não permite a individualização dos usuários.

A tecnologia, criada pela companhia, está em código aberto - o que permite que qualquer pessoa possa verificar como funciona. 

 

IMAGEM: Pixabay





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