Tecnologia

Brasil ocupa a 26ª posição em ranking de conectividade


Pesquisa conduzida pela chinesa Huawei mostra que precisamos investir mais em tecnologia para alcançar os países avançados


  Por Thais Ferreira 23 de Outubro de 2015 às 11:00

  | Repórter tferreira@dcomercio.com.br


Novas tecnologias, como o big data, internet das coisas, data centers, computação na nuvem e a banda larga, têm transformado empresas e a maneira como fazem negócios. O Brasil ainda está atrasado na adoção dessas inovações. 

É o que aponta a pesquisa Global Connectivity Index 2015 (Índice Global de Conectividade) –  conduzida pela chinesa Huawei, especializada em tecnologia da informação e comunicação.  O estudo avaliou o impacto das novas tecnologias em 50 países, entre eles o Brasil. 

“Com base nesse estudo, entendemos que é preciso estimular o investimento na construção de uma infraestrutura robusta de tecnologias para acelerar a transformação digital”, afirma Jason Zhao, CEO da Huawei. 

O relatório classificou os países pesquisados em três grandes grupos: líderes, seguidores e iniciantes. Os critérios utilizados foram oferta e demanda de conectividade, experiência de conectividade para os usuários finais e o potencial tecnológico dessas nações. 

O Brasil – categorizado no grupo dos seguidores– está exatamente no meio ranking: ocupa a 26ª posição. A classificação mediana se repete quando comparado com os países em desenvolvimento, o país está no sexto lugar. 

Se equiparado com os vizinhos da América Latina, o Brasil fica atrás apenas do Chile, que ocupa a 20ª colocação.  

O levantamento também mostra que o alto grau de conectividade está, quase sempre, relacionado com o Produto Interno Bruto. Em geral, países com os maiores investimentos em tecnologia possuem um PIB maior.  

A exceção é Cingapura – o país asiático está na terceira posição do ranking e só perde para os Estados Unidos e Suécia, primeiro e segundo lugar respectivamente. 

DIMINUINDO DISTÂNCIAS

Em comparação com pesquisa realizada em 2014, os países em desenvolvimento (Brasil, China, Chile e Emirados Árabes) estão diminuindo a distância em relação aos desenvolvidos.  

A oferta de conectividade dessas nações foi o item que mais avançou. Mas o relatório aponta que é ainda é preciso evoluir nos quesitos de demanda e experiência para o usuário. 

O relatório aponta disparidades que existem no Brasil. Entre os países em desenvolvimento, o país está na oitava colocação em penetração de banda larga. Já no quesito de acessibilidade a essa conexão estamos entre as últimas posições: 39ª lugar. 

Nesse quesito, a expectativa do relatório é que o Brasil avance nas próximas edições devido aos avanços feitos pelo Plano Nacional de Banda Larga, do governo federal. 

O programa existe desde 2010 e tem como principal objetivo a expansão dos acessos de internet a preços acessíveis e a melhoria geral da infraestrutura de telecomunicações no Brasil. 

Outro aspecto analisado no relatório foi a adoção de computação em nuvem no Brasil. O estudo aponta que há uma boa quantidade de fornecedores no país, no entanto, o processo de migração das indústrias tradicionais para a nuvem ainda é rudimentar.

Confira o ranking completo: 

Imagem: ThinkStock