Sustentabilidade

Brasil ainda não pode abrir mão de transferência de renda


É o que afirmou o ministro Osmar Terra em fórum promovida pelo Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). Ele também criticou a ineficácia do Pronatec, criado no governo Dilma


  Por Estadão Conteúdo 25 de Outubro de 2017 às 09:25

  | Agência de notícias do Grupo Estado


 

baixa renda

O Brasil ainda não resolveu seu "problema de pobreza" e por isso não pode abrir mão dos programas de transferência de renda, afirmou hoje o ministro do Desenvolvimento Social e Agrário, Osmar Terra.

Durante abertura do III Fórum Nacional do Comércio, promovido pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), Terra também criticou o Pronatec, criado pelo governo Dilma Rousseff. "O Pronatec teve oferta vasta de vagas e resultado foi pífio", disse.

Terra afirmou que o governo sustenta hoje uma série de programas de transferência de renda, como a aposentadoria rural, o Benefício de Prestação Continuada (BPC) pago a idosos e pessoas com deficiência de baixa renda, além do Bolsa Família. "Infelizmente eles não reduziram pobreza, embora propaganda institucional dissesse o contrário", disse o ministro.

Segundo dados citados por Terra, o número de beneficiários do Bolsa Família passou de 5 milhões em 2005 para 15 milhões em 2015. "Se tem mais famílias que precisam ganhar R$ 180 para não passar fome, entrar na pobreza extrema, estamos num País que não resolveu o problema da pobreza", disse.

"Não podemos abrir mão desses programas, eles mantêm as pessoas em condições de dignidade, de se alimentar", emendou o ministro.

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Sobre o Pronatec, programa que oferece ensino técnico e profissionalizante, Terra comentou que metade dos beneficiários do Bolsa Família que se inscreveram não conseguiu concluir o curso.

Da outra metade, apenas 5% conseguiram obter uma fonte de renda posteriormente. "É um programa feito de cima para baixo, padronizado, sem observar arranjo produtivo local", criticou.

O Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União (CGU) já apontou ineficiências nos programas de ensino profissionalizante do governo.

Em auditoria, apontou que apenas 10% dos concluintes dos cursos conseguiram inserção no mercado de trabalho.

FOTO: Estadão Conteúdo