Sustentabilidade

Abralimp promove limpeza do Pátio do Colégio


Ação conduzida por empresários do setor de limpeza de forma voluntária envolve a recuperação do piso e nova rotina de desinfecção do complexo, após celebrações religiosas


  Por Redação DC 15 de Março de 2021 às 15:00

  | Da equipe de jornalistas do Diário do Comércio


Marco zero da cidade de São Paulo, o Pátio do Colégio, localizado no centro histórico da capital, ganhou uma atenção especial na última semana.

Uma ação da Associação Brasileira do Mercado de Limpeza Profissional (Abralimp) em parceria com algumas de suas empresas associadas promoveu a recuperação, limpeza e higienização do complexo, que foi erguido há 467 anos. 

Visitante assíduo do local, Ricardo Nogueira, vice-presidente da Abralimp, observou o desgaste do piso, e como empresário do setor de limpeza, numa conversa com o Padre Carlos Alberto Contieri, pároco responsável pela capela, se comprometeu a reverter tal situação e buscar mão-de-obra para a realização do trabalho.

SEIS EMPRESAS SE UNIRAM PARA LIMPEZA TÉCNICA DO PÁTIO DO COLÉGIO

Em poucos dias, o desejo de Nogueira ganhou outra dimensão. Alguns de seus associados (Maxi Service, Tufann, Makita, Spartan, Grupo Paineiras e Alfa Tennant) souberam da movimentação e ofereceram, de forma voluntária, equipamentos, produtos e mão-de-obra para a limpeza técnica.

Foi a empresa de Nogueira que, em 2018, quando a fachada da igreja amanheceu pichada, realizou a limpeza do local. Dessa vez, o trabalho visava resgatar materiais desgastados pelo tempo, como, por exemplo, o piso de madeira da área interna da capela, telhado de vinil e as calçadas do local.

O serviço durou cerca de quatro dias e de agora em diante, terá o respaldo técnico da Abralimp para conservação. Segundo o vice-presidente da associação, serão incorporados produtos específicos e de melhor qualidade e a equipe da Pátio recebeu treinamento para uma nova rotina de limpeza.

Além disso, houve a doação de um equipamento de higienização e desinfecção, que deve ser usado no complexo após as celebrações religiosas ou sempre que houver concentração de pessoas no espaço.

"Mesmo com tanta beleza, o complexo estava com aspecto sujo e abandonado. É nosso dever mantê-lo preservado. Esperamos que essa corrente se estenda a outros pontos - acredito na preservação cultural e histórica, e a limpeza técnica é fundamental para isso", diz Nogueira.

SOBRE O PÁTIO DO COLÉGIO

Berço da fundação da cidade de São Paulo, em 25 de janeiro de 1554, a área do Pátio do Colégio ambientou os padres jesuítas Manoel da Nóbrega e o jovem José de Anchieta, em sua missão de catequização dos indígenas e onde foi celebrada a primeira missa. 

AÇÃO DEMOROU QUATRO DIAS E TERÁ ROTINA DE DESINFECÇÃO DO COMPLEXO

Foi ali também que se levantou a primeira construção da capital paulista - uma cabana feita de pau-a-pique de aproximadamente 90 metros quadrados que ao longo dos anos foi se ampliando, passando pela construção de uma igreja e de um colégio para os jesuítas.

Formou-se então um conjunto de edificações, que na segunda metade do Século XVI passou por várias modificações até a desapropriação da igreja pelo governo e uma demolição parcial para dar lugar a a uma nova construção: a primeira sede do governo paulista, que implicou na expulsão dos jesuítas do local.

Da edificação original restou apenas uma parede de barro e taipas (protegida por uma parede de vidro), no prédio que foi reconstruído anos mais tarde de acordo com o projeto de 1667, quando o colégio e a igreja foram ampliados e os materiais reforçados.

Como sede do governo, a construção passou por reformas e em 1896, próximo da demolição da obra, o teto da igreja desabou por falta de conservação. Desse período até 1887, a cidade pouco se desenvolveu. O cenário modificou com o crescimento da economia cafeeira e de outras riquezas geradas por esse movimento.

Em 1886, o arquiteto Ramos de Azevedo, de seu escritório em São Paulo, inicia a construção de várias obras nos arredores do colégio e da igreja, que atualmente, funcionam como órgãos do governo e que fazem parte do conjunto arquitetônico do centro histórico de São Paulo.

Todo esse complexo, enquanto sede do governo, serviu de residência para chefes de estado e para imperadores e presidentes da Província de São Paulo. Dom Pedro I esteve hospedado em 1822, ano em que às margens do córrego do Ipiranga, o imperador proclamaria a Independência do Brasil.

Em 1929, o complexo, que era conhecido como Largo do Palácio, volta a ser chamado pelo seu nome original, Pátio do Colégio, com a transferência do Palácio do Governo, no ano seguinte, para os Campos Elíseos.

O colégio e a igreja do Pátio do Colégio retomaram as suas formas originais somente em 1954, a partir de um projeto de recuperação histórica decorrente das festividades do IV Centenário da Cidade de São Paulo. Naquele ano, as edificações também foram restituídas à Companhia de Jesus.

 

IMAGENS: Divulgação






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