Opinião

Zorra total


Somos todos, os brasileiros, cobaias dos experimentos do petismo no poder


  Por Paulo Saab 23 de Julho de 2015 às 11:36

  | Jornalista, Bacharel em Direito, professor universitário e escritor.


O título não é referência ao programa humorístico da Globo, que, aliás, agora se chama somente Zorra (programação da Globo cada dia pior em matéria de queda de qualidade de conteúdo).

Refiro-me, quando falo em Zorra Total, à cidade de São Paulo. Pobre Paulicéia Desvairada, nas mãos do prefeito Haddad e sua equipe –esses sim, aloprados- que fazem da megalópole espremida um laboratório para suas experiências nefastas.

A imagem daqueles cientistas do mal de histórias em quadrinhos, reunidos em ambiente sombrio para planejar maldades, é recorrente quando se pensa em termos de planejamento da gestão atual.

Haddad e Tatto, juntos, falando sobre a capital paulista, estão mais para conversa entre Pluto e Pateta nos gibis.

Depois de alterar a velocidade, para baixo, nas marginais Tietê e Pinheiros, numa atitude visivelmente destinada a aumentar a arrecadação das multas, parte significativa da arrecadação da prefeitura, criando uma situação de risco para todos –em nome de diminuir atropelamentos- o prefeito tem a ousadia de dizer que se trata de experiência e que poderá voltar atrás.

Somos todos, os brasileiros, cobaias dos experimentos do petismo no poder.

Uma irresponsabilidade sem limites, em busca de dinheiro arrecadado do cidadão paulistano. Como de resto em todo o país, por onde o PT comanda.

Vou dar um exemplo pessoal, porque senti na pele. No primeiro dia de vigência desse descalabro da redução de velocidade (sem critério técnico algum) voltei pela marginal Tietê, de Cumbica, para a capital, por volta das três horas da madrugada.

É a São Paulo dos sonhos. Movimento mínimo nas ruas, avenidas. A cidade em plácida calma noturna.

Convido o leitor e o prefeito, sem segurança, a dirigir na pista da marginal Tietê, a 50 quilômetros por hora, velocidade permitida agora. na pista de fora, junto ao meio-fio.

É pedir para ser assaltado.

De resto, como disse o leitor CSR, as ruas de São Paulo parecem hoje o que se chama popularmente “costela de vaca”. Até onde se tapa o buraco, fica saliência. Andar pelas ruas é como saltar no lombo de um burro.

Sem falar no lixo, na escuridão, no trânsito cada vez pior (embora em julho, pelas férias, melhore um pouco) Vou retirar essa frase. É capaz da turma do prefeito, de qualidade intelectual exacerbada, decretar férias o ano todo...

Proliferam as mini-cracolândias em baixos de viadutos, avenidas e cantos da cidade. O lixo, a sujeira, é uma vergonha.

Faço essas considerações como cidadão, na forma de desabafo, porque se for pesquisar e olhar tudo com rigor científico, a narrativa será deprimente para o pagador de impostos.

Com quem converso, pessoas que são potencialmente eleitores do PT (eram) só ouço, comentários sobre a vida nacional e local, na forma de impropérios.

O mecânico que ontem mexeu em meu carro (sim, sou burguês, tenho um carro, comprado com dinheiro honesto do meu trabalho) diagnosticou o barulho excessivo, por ter se soltado uma junta interna de proteção do pneu esquerdo traseiro, pelo sacolejar das ruas paulistanas.

Perdoe o leitor por citar casos pessoais. Mas sou só mais um morador, como outros milhões, desta hoje infeliz cidade, nas mãos de aventureiros  incompetentes, que promovem não uma gestão, mas uma zorra total.

E a dona de casa às voltas com o retorno brutal da inflação?

Ouvi de uma moradora da cidade,comentando : faz duas semanas que em casa não comemos carne.

Viva o petismo.

Quanto à Globo, reitero: cada dia mais difícil assistir seus programas, inclusive, o Jornal Nacional, fraco e adesista ao poder.