Opinião

Viva! A família viva


Com a união entre as famílias menos fortes, utilizando a inteligência, surgiram mudanças no comportamento social naquele ambiente, gerando os primeiros traços rudimentares da vida social


  Por Roberto Mateus Ordine 06 de Dezembro de 2017 às 08:26

  | Advogado e vice-presidente da ACSP e Facesp


VIVA! A FAMILIA VIVA

 

Quando os sinos de Belém anunciam a proximidade do período das comemorações das festas de final do ano, a família – a mais tradicional instituição da humanidade - mostra que continua forte e viva.

Nesta época do ano, as famílias, sensibilizadas pelo espírito de Natal, procuram se reunir para comemorarem a alegria destas festas de luz e de paz. Isto porque é no lar familiar que as pessoas sentem a verdadeira paz, podendo se doar as pessoas que amam.

Este é o sinal mais claro de que a família está mais viva do que nunca, apesar de alguns cultuadores do caos procurarem destruir o espírito que une essa sagrada instituição, que surgiu nos primórdios da civilização e com ela permaneceremos para sempre.

Não adianta o esforço dos fomentadores da destruição destes valores nobres, porque a família natural, sendo assim reconhecida na Antiga Roma e pelo Direito Romano como a célula mater da sociedade, é o símbolo da humanidade.

Foi pela união das primeiras famílias existentes nos primórdios da civilização que surgiram os rudimentos da sociedade organizada.

Segundo Freud, em sua obra Totem e Tabu, foi na era primitiva, quando as criaturas ainda eram dominadas apenas por instinto, a exemplo dos animais selvagens, que aconteceu um fato significativo que mudou a história da civilização.

Leciona o pai da psicanálise que naquela época as criaturas eram dominadas pelos mais fortes da espécie. Portanto, apenas eles detinham o domínio sobre o grupo, com direito de escolha das fêmeas e demais bens que conseguiam descobrir.

Até que um dia os mais fracos perceberem que, se individualmente eram fracos, juntos ficavam mais fortes que o forte, o que lhes permitiu também exercer o direito de escolha no grupo.

Este salto da humanidade, utilizando a inteligência, permitiu mudanças no comportamento social naquele ambiente, gerando os primeiros traços rudimentares da vida social.

Grupos de famílias se uniam, vivendo próximas, para assim se proteger dos predadores e dos demais perigos gerados naquele ambiente hostil.

Presume-se que foi a partir desse período que essas pessoas aprenderam a conviver em grupo, adaptando-se a vida em comum, descobrindo regras de convivência e das funções individuais na família e na sociedade.

Ao homem cabia prover os alimentos, por meio da caça e da pesca. A mulher cuidava da prole e do lar, conforme as regras descritas no Livro Sagrado.

Dentro deste quadro histórico, ao longo dos tempos a instituição da família cresceu, fortalecendo-se para de tornar indestrutível.

Exatamente por isto, de nada adianta aos seguidores de Gramsci e outras minorias tentarem destruir a base familiar, por meio de teses estranhas e com o objetivo de gerar o caos social.

Saibam estes senhores que os laços afetivos da família são mais fortes, porque estão assentados no amor, o mais nobre dos sentimentos do universo.

O sentimento familiar é indestrutível porque foi germinado na escola do lar e é lá, junto da família, que aprendemos a amar e respeitar nossos semelhantes.

Viva a família, a mais nobre instituição do mundo civilizado!

 

FOTO: Pixabay/Creative Commons