Opinião

Uma nação sob ataque


Não é possível que todo esse contingente de candidatos não esteja vendo, ouvindo e se indignando com o que alguns ministros sectários estão fazendo contra o Brasil


  Por Paulo Saab 27 de Junho de 2018 às 17:05

  | Jornalista, Bacharel em Direito, professor universitário e escritor.


A nação brasileira está sofrendo um dos mais terríveis ataques que sua ordem jurídica e sua estabilidade institucional interna já receberam ao longo de nossa história. E, pasme, o ataque vem de ministro do Supremo Tribunal Federal, órgão criado para garantir justamente a lei e a ordem previstas na Constituição Federal.

O Brasil decente não pode permitir que ministros aparelhados do STF continuem a destruir - repito - a ordem jurídica nacional em favor de cúmplices presos por corrupção, para atender a interesses sectários. O Brasil decente precisa transformar sua indignação em reação ostensiva e eficaz.

O Senado, órgão constitucional pertinente, precisa assumir sua responsabilidade – os senadores aprovaram esses “juízes” partidários, e podem processá-los.

Em nome da dignidade e, mesmo, da segurança nacional, “juízes” da suprema corte estão derrotando o país de dentro para fora. Nem Gramsci faria melhor.

Os brasileiros indignados, como eu, e acredito que hoje, face a esse desatino permanente do STF, sejam a maioria, precisam protestar, agir, reagir, sair às ruas, provocar seus deputados, senadores, escrever aos jornais, rádios, TVs, tirar o jornalismo engajado de sua platitude para defender o que está em jogo e sob risco.

O Brasil está sob ataque. Feroz. De sua própria corte superior.

Além de inconstitucional, criminosa, a ação desses juízes é covarde, porque se julgam, assim como os “companheiros” julgados e condenados que libertam, estar acima da lei e da punição, destruindo de vez os valores da nacionalidade.

De novo, nem Gramsci faria melhor.

Vamos entrar na fase decisiva da corrida eleitoral deste ano. Serão eleitos, além de presidente da República e vice, govenadores de Estado, seus vices, deputados federais e estaduais e dois senadores por unidade da Federação.

Não é possível que todo esse contingente de candidatos não esteja vendo, ouvindo e se indignando (tirando os companheiros de seita) com o que alguns ministros sectários estão fazendo contra o Brasil.

Não é possível que quem se apresente perante o eleitorado para pedir voto, não assuma num momento crucial a defesa do país contra inimigo poderoso interno. Não podem os candidatos, sejam quais forem e a que cargo, fingir não ser com eles e numa indiferença odiosa, permitirem passar em branco esse verdadeiro ataque terrorista que o país sofre de seu próprio Supremo Tribunal.

Se desejam ser dignos, ao menos, de pedir voto, que se rebelem imediatamente e ponham o Senado sob pressão para sair de sua interesseira letargia e processar os juízes terroristas que conspiram contra a pátria em favor de interesses de bandidos condenados.

E você, pacato cidadão pagador dos impostos que sustentam toda essa corja de maus brasileiros, vai ficar apenas revoltado. Sem fazer nada? Sem sair da poltrona?

Vamos às ruas. Lideranças políticas sérias precisam assumir já uma atitude prática de demonstração do inconformismo nacional e liderar um protesto, uma reação, do tamanho da ofensa, antes que seja tarde demais.

 

**As opiniões expressas em artigos são de exclusiva responsabilidade dos autores e não coincidem, necessariamente, com as do Diário do Comércio

 

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