Opinião

Uma gota de patriotismo


O novo “animus” que as reformas trarão deve melhorar o estado de espírito assustado que hoje impera no mundo empresarial


  Por Roberto Mateus Ordine 03 de Julho de 2019 às 12:13

  | Advogado e vice-presidente da ACSP e Facesp


Desnecessário ter de repetir o óbvio mas, assim mesmo, é preciso insistir no refrão de apoio pela urgência que o Brasil precisa das reformas para romper as amarras da estagnação em que se encontra nossa economia.

O setor empresarial necessita reiterar tantas vezes quanto for necessário para que o Congresso ouça o apelo da sociedade ativa do país antes que a recessão nos atinja.

Há poucos dias atrás assistindo a palestra do Ministro Barroso, do Supremo Tribunal Federal, ele enfatizava a necessidade de uma gota de patriotismo por parte dos membros do Congresso para que aprovassem a reforma da previdência já! 

Mas, não é só pela reforma da Previdência que o Brasil clama. As reformas tributária, fiscal e política são fundamentais para que o Estado diminua e a insegurança jurídica desapareça.

Sem estas reformas a insegurança do investidor  permanece e o capital foge para outros lugares, mesmo reconhecendo o imenso potencial do país. O investimento empresarial é necessário para que ocorra a oferta de emprego e a geração de renda.

Importa ressaltar que as reformas por si só não resolverão o problema do país, tal como uma varinha mágica. As reformas e as mudanças por elas introduzidas indicarão o novo rumo da economia nacional. 

Basta da participação do estado na gestão empresarial. O saudoso professor Pinto Antunes, em suas aulas economia política no curso de Direito, sempre repetia: “ Não é papel do estado competir no mercado. Essa função é da iniciativa privada. Ao estado cabe apenas sua regulamentação” 

O professor estava correto, pois cabe à iniciativa privada a função de gerar e gerir negócios.  Mas, para isso, é preciso que o Brasil se modernize para assumir o lugar de protagonista na economia mundial. 

Para tanto será necessário esforço e trabalho, reduzindo o “custo Brasil” e encerrando a burocracia medieval. O novo cenário será o sinal verde para que o empreendedor sinta segurança para investir aqui.

Tanto o agronegócio quanto a construção civil se incumbirão de dar o pontapé inicial na geração de empregos e o crescimento da renda movimentará o comércio em geral. 

A aprovação destas reformas trará mais segurança para o investimento empresarial, proporcionando o desenvolvimento de nossa economia.

Isso certamente acontecerá pela simplificação do sistema fiscal e previdenciário. A desoneração da folha de pagamento e a extinção de obrigações acessórias redundantes e inócuas aliviarão a carga de trabalho das empresas.

A modernização nas informações geradas pela simplificação do sistema ajudará na desburocratização extinguindo dezenas de formulários repetitivos.

O novo “animus” que as reformas trarão deve melhorar o estado de espírito assustado que hoje impera no mundo empresarial.

Mas, para que tudo isso ocorra, será necessário uma gota de patriotismo dos senhores congressistas, deixando de lado interesses menores para que o Brasil rompa de vez as amarras para o progresso nacional.