Opinião

Um general responsável


Os oposicionistas e os admiradores do papel histórico dos militares em cada momento de nossa história precisam aceitar que o mundo vive um novo momento


  Por Aristóteles Drummond 04 de Novembro de 2015 às 10:13

  | Jornalista


O general Antônio Martins Mourão, Comandante Militar do Sul transferido para a Secretaria de Economia e Finanças do Exército,  exerce sua missão com bravura e patriotismo.

Não faz política, como assustados comunistas mal curados pretendem fazer crer, mas aborda o momento nacional com coragem e bom senso.

Ao contrário do que assusta velhas personagens da chamada “luta armada”, não cogita nenhuma intervenção militar. Apenas alerta os mais jovens para a necessidade de uma profunda mudança no Brasil, que transcende a simples troca de nomes.

Temos de construir uma democracia de verdade, com justiça social, ordem, respeito e austeridade.

Como hoje pouco se divulga sobre os chefes militares, que ao longo da história deram decisiva contribuição à unidade e ao progresso do Brasil, em paz e com ordem, as intrigas são feitas na mídia infiltrada de ressentidos revanchistas.

Com isso, fica formada uma versão que não atende a verdade.

O general Hamilton Mourão é filho de militar, tem formação democrática, seu pai viveu uma bela fase da vida nacional cercado de respeito e admiração.

Conhece os perigos do comunismo, do bolivarianismo, do verdadeiro câncer que é a corrupção, pois as viu de perto quando foi adido em Angola e na Venezuela.

Sabe identificar as reais intenções de um grupo de brasileiros abrigados nas principais forças políticas; não apenas nas governistas, como se procura fazer crer.

Promovido este ano, o general ainda poderá prestar relevantes serviços ao Brasil, desde que seus admiradores não queiram dele o que não pode nem deve e muito menos quer oferecer.

Ou seja, que deixem que ele comande sua ação patriótica, sereno, firme, no campo das ideias e da formação de consciência histórica na oficialidade mais jovem.

Não temos o direito de expor o grande oficial, que nos enche de orgulho e esperanças, a retaliações. Devemos, sim, sem adjetivar, divulgar suas palestras e suas declarações, dentro do projeto nacional de consolidação e aprimoramento democrático.

Os oposicionistas e os admiradores do papel histórico dos militares em cada momento de nossa história precisam aceitar que o mundo vive um novo momento, que pode caber um papel relevante aos militares. Claro, de maneira diferente do passado.

A sociedade mais consciente já sabe que temos um nome preparado para ajudar o Brasil em caso de investidas  desestabilizadoras no campo interno ou ameaças externas – ambas já explicitadas com incitamentos a atos de grave violência, como fuzilamento de categorias sociais ou de intervenção estrangeira em assuntos internos. Tudo isso publicado nos jornais.

O despertar de ódios e ressentimentos, do mesquinho patrulhamento, pelas palavras de bom senso e patriotismo do general Mourão confirma sua importância na vida do Brasil que vivemos.

E convenhamos, sem passionalismo, que o Ministro da Defesa agiu de maneira correta, deixando o assunto na esfera do Exército. É um político experiente e sério.