Opinião

Tempestade perfeita?


Criou-se no país um clima de desastre e pessimismo que, mesmo sendo fantasioso, influenciou no estado de ânimo das pessoas


  Por Paulo Saab 12 de Março de 2021 às 15:57

  | Jornalista, Bacharel em Direito, professor universitário e escritor.


A fase que o Brasil vive, e vamos por minutos esquecer do resto do mundo, é o que se poderia chamar de “tempestade perfeita”.

Os ingredientes começaram com vitória de Bolsonaro nas urnas em 2018, desarticulando todo um sistema de dominação instalado no país, onde se uniram expoentes dos três poderes da República, num mecanismo de controle dos privilégios do próprio poder, para quem os detém.

Somou-se a isso, após a posse do governo eleito com maciço apoio popular, o descontentamento da então chamada grande imprensa, que teve suas verbas milionárias, dos cofres públicos, cortadas pelo novo presidente.

Criou-se no país um clima de desastre e pessimismo que, mesmo sendo fantasioso, influenciou no estado de ânimo das pessoas, formando uma sensação de insegurança que foi aos poucos sendo ampliada pelas decisões do STF e da cúpula (até o fim de fevereiro deste ano) do Congresso Nacional, sempre buscando desacreditar e desautorizar o presidente da República que desmantelou (pensava-se) a máquina que unia os três poderes na República num conluio de domínio eterno do país.

A história um dia vai demonstrar o quando essas forças, as esquerdas alijadas dos cofres públicos federais, a imprensa tradicional com suas verbas fáceis de compra de simpatia cortadas, e os integrantes dos quadros de poder com privilégios descomunais, conspiraram e conspiram contra o Brasil e sua população trabalhadora e empreendedora.

Aí veio a pandemia.

Atropelou a tudo e a todos.

Assistiu-se e ainda se assiste ao maior fenômeno de tomada de poder por quem não tinha e não tem autorização constitucional para exercê-lo.

Por inspiração sabotadora do STF (de maioria nomeada nos governos de esquerda nas últimas duas décadas), governadores, prefeitos, parlamentares, autoridades sanitárias e toda sorte de interessados em tumultuar o cenário nacional, entram em cena com medidas autoritárias, estapafúrdias, com um mar de corrupção correndo por fora nas compras, aquisições, destinação de verbas bilionárias para combater a pandemia.

Nunca se teve notícia de como uma pandemia mundial possa ter sido usada, como foi e está sendo no Brasil, como instrumento de se fazer política em oposição ao presidente eleito pelo voto popular – repito - para desgastá-lo, enfraquecê-lo e tentar até tirá-lo do cargo.

Não se pode negar que Bolsonaro tem atitudes e palavras que nem sempre estão de acordo com a posição que ocupa. Uma coisa é não gostar e fazer-lhe oposição. Outra, é maximizar, distorcer, e usar o aparato público ainda nas mãos derrotadas nas urnas, para tentar voltar ao poder.

Isso em meio à uma pandemia usada igualmente como arma política para destruí-lo.

Como consequência disso (aqui resumido) criou-se no país um clima de insegurança e medo que se potencializa para buscar perante a população responsabilizar o Executivo.

Esqueceram apenas de que o Brasil todo, como nação, como país, está perdendo.

Sabe-se que para esse tipo de pensamento e ação política, os fins justificam os meios. Para a esquerda destruir o país para voltar ao poder é algo natural. Eles próprios no poder o destorem para se manter no comando e controle das riquezas.

Num quadro como este, o STF que tantas decisões têm tomado em afronta ao povo brasileiro, ainda traz de volta ao cenário político, para tumultuar de vez, o ex-presidente condenado por crimes julgados em duas instâncias do judiciário.

É a tempestade perfeita que a própria esquerda e seus satélites, com apoio da antes grande imprensa que mingua no faturamento, queriam para usar como arma política contra o presidente da República. Este, além de não comungar da cartilha comunista, ainda se opõe fortemente a ela.

E o país sofre.

A população ordeira, trabalhadora, aprisionada e sem poder trabalhar por conta dos títeres surgidos nesse período, espera algo. Quer trabalhar e viver em ordem e paz.

Agora, a partir da próxima segunda-feira, em São Paulo, as restrições aumentam ainda mais.  “Tempestade Perfeita”?

 

**As opiniões expressas em artigos são de exclusiva responsabilidade dos autores e não coincidem, necessariamente, com as do Diário do Comércio






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