Opinião

Só eu sem paciência?


Tem tanta coisa que me causa aborrecimento hoje em dia, falando só da cena política, que nem vou entrar na econômica


  Por Paulo Saab 22 de Julho de 2016 às 19:00

  | Jornalista, Bacharel em Direito, professor universitário e escritor.


Tenho feito um exercício diário de paciência com o Brasil nos últimos tempos. Para não ser injusto, refiro-me mais precisamente ao comportamento de petistas, ditos intelectuais de esquerda, dita mídia engajada nas mentiras do socialismo e, aí sim, políticos em geral. 

Como existem os credos e o Credo da religião católica, deveria existir os “não aguento mais” no linguajar do cotidiano.

Eu, por exemplo, e refiro somente a mim, não aguento mais:

*O petismo, Dilma e Lula et caterva, falar em golpe, quando se sabe que não há golpe. É cumprimento da Constituição.

*Dependentes de verbas públicas no tempo do petismo defender esse mesmo trio que tanto mal fez e faz ao país, por interesses pecuniários, escondendo-se atrás de suposta defesa ideológica.

*A voz, o rosto e os argumentos dos congressistas do PT que fingem viver outra realidade e outro país, não o que eles próprios ajudaram a destruir. E ainda querem posar de heróis.

*Os discursos, argumentos, justificativas, explicações, de quem quer que seja de qualquer nível, na esfera dos três poderes em relação aos descalabros de vida nacional.

São irresponsáveis, covardes, omissos, interesseiros, travestido de bons servidores públicos. O Brasil está no limbo em que puseram a população por culpa deles mesmos.

*A suposta mídia de salvação nacional, onde veículos de comunicação movidos a milionárias verbas de recursos públicos posam de defensores das injustiças sociais e se prestam a aparecer como estando ao lado dos mais necessitados, quando estão apenas atrás de fama, audiência, mais dinheiro e realização pessoal.

*Atores, atrizes, cantores, celebridades, subcelebridades, qualquer tipo de poste que a mídia de massa transforma em ícones, na maioria das vezes, despreparados, arrogantes, imbecilizados e imbecilizantes, ditando regras como se fossem personalidades divinas acima do bem e do mal.

E influindo negativamente nas cabecinhas ocas que imaginam que só existe futuro e Brasil se vierem a se tornar também figuras públicas de mídia garantida.

*A incompetência da gestão petista da cidade de São Paulo que transformou a cidade num verdadeiro inferno de desadministração pública. Buracos, sujeira, escuridão, favelização, multas, transito, tudo de ruim que se pode imaginar, está exacerbado na atualidade por falta de prefeito de verdade.

*A falta de definição –diante da imensidão de provas- da justiça em relação a Lula e todos os criminosos que usaram do poder para prevaricar, roubar, enriquecer, aparelhar o Estado, financiar obras em ditaduras externas, posar e viver como burgueses desonestos, criticando os burgueses trabalhadores, sérios, decentes.

*O governo Temer não definir, logo, como encontrou o Brasil do PT e revelar a todos sem medo e sem se submeter à chantagem política dos maus políticos que infestam a vida pública brasileira.

Isso vai longe... tem tanta coisa que me causa aborrecimento hoje em dia ,falando só da cena política , que nem vou entrar na econômica, quando estou sendo, como a imensa maioria dos brasileiros, achatado pela crise em que o petismo nos enfiou com sua visão de quinto mundo.

E ainda ousam tramar, inventar, tentar, voltar para afundar o país de vez.

Por isso, e para aliviar também um fígado atacado dia e noite pelos fatos negativos, convido a cada leitor (refiro-me também às leitoras, no comum de dois) a voltar às ruas no dia 31 de julho para confirmar o impeachment de Dilma, pedir a prisão de Lula e todos os bandidos soltos, sejam de que partido for, exigir neutralidade do STF, e exigir que os agentes públicos se tornem sérios. 

E nas urnas deste ano, não votar em quem tem ficha suja ou comportamento corporativo e ou criminoso.
Certamente pesquisando com apuro vamos encontrar uns dois ou três que mereçam nosso voto.

*******As opiniões expressas em artigos são de exclusiva responsabilidade dos autores e não coincidem, necessariamente, com as do Diário do Comércio