Opinião

Singelo raio X


Ao leitor, telespectador, ouvinte, mais desavisado, fica a sensação, pelo barulho e amplificação de fatos menores e de interesse de manipulação pelos derrotados, de que o apocalipse está próximo


  Por Paulo Saab 26 de Agosto de 2020 às 14:41

  | Jornalista, Bacharel em Direito, professor universitário e escritor.


Li em algum lugar que a popularidade do presidente Jair Bolsonaro cresceu por conta da alienação da população brasileira em relação ao que é estado de direito, democracia e instituições.

Li também que uma turma do STF, onde predominam ministros indicador pelos governos lulopetistas, anulou uma condenação do então juiz Sergio Moro, no Banestado, preparando a anulação pelo mesmo juiz de condenação do ex-presidente petista.

Da mesma forma li que os presidentes do Senado, David Alcolumbre, e da Câmara, Rodrigo Maia, estão se movimentando em busca de apoio jurídico, do próprio STF, ainda dominado pelos seguidores da doutrina do ex-metalúrgico aposentado por invalidez ao perder o mindinho de uma mão, para se reelegerem ao cargo, onde já não têm mais direito.

Vou lendo, conversando, me informando.

Alguém publicou que a presidente do PT, aquela mesma Gleisi, determinou aos governadores e prefeitos que seu partido ainda tem no Nordeste, que agissem de alguma forma para impedir o crescimento de Bolsonaro, como vem ocorrendo, no antigo curral, ou reduto eleitoral da sigla cheia de condenações de seus dirigentes.

Coincidência ou não, um dia depois uma tubulação de aço e concreto do canal de transposição de água do São Francisco no Ceará, terra de Ciro Gomes e governada pelo petismo, arrebentou, com suspeita de explosão provocada.

É notícia, praticamente todo dia, na chamada grande imprensa, em campanha aberta contra Bolsonaro por este ter cortado as verbas milionárias de publicidade oficial que faziam a grandeza desses veículos, sem esforço, manifestações, informações, protestos, de pessoas e organizações ligadas aos setores do meio ambiente, cultural, educacional, artístico e outros, até então sempre dominados pela esquerda e sustentados com verbas públicas. Com estardalhaço.

Este tipo de observação da cena política e institucional do Brasil, aos cidadãos mais atentos (e há muito mais a observar) é mero reflexo do desmonte, para o qual Bolsonaro foi eleito pela maioria da população votante, dos esquemas de dominação e busca de perpetuação, que os governos socialistas de FHC a Dilma, passando pelo período de Luiz Inácio, quase implantaram no país.

Ao leitor, telespectador, ouvinte, mais desavisado, fica a sensação, pelo barulho e amplificação de fatos menores e de interesse de manipulação pelos derrotados, de que o apocalipse está próximo.

A união desses grupos que perderam sua dominação e, notadamente, acesso fácil aos cofres públicos, abrangendo poderes públicos como o STF, o Congresso Nacional, a grande mídia, os partidos políticos de esquerda, os movimentos ditos sociais mas de subversão da ordem, as ONGs e entidades que antes absorviam remunerados (dinheiro público desviado) militantes a serviço da causa da esquerda e não do interesse público, produzem o som do caos.

Constata-se, porém, na realidade, que todo esse ruído catastrófico, esse sim, fake news, não consegue mais penetrar na mente e nos corações dos brasileiros que estão sendo beneficiados por obras e atitudes do governo Bolsonaro, em favor dos mais pobres e das regiões (antes currais da miséria) agora atendidas, desde água e asfalto, até geração de empregos.

Tem ficado patente para os brasileiros com capacidade de discernimento que esse apocalipse apregoado alto e bom som por esses grupos institucionais ou satélites dos cofres públicos, que o objetivo é a retomada das benesses anteriores e, definitivamente, não o interesse de melhorar o país e a qualidade de vida da população.

Fica mais claro, também, a cada dia, que houve uma profunda manipulação da pandemia, em favor de governantes e políticos de oposição, com apoio da mídia dependente, para benefício político e de ataque ao tesouro, com corrupção desenfreada, buscando desgastar e contrariar o presidente da República.

Também hoje salta aos olhos, e nem é preciso nominar, uma extensa lista de pessoas que se elegeram na esteira da onda pró-Bolsonaro, para derrotar o lulopetismo e satélites (e só por isso se elegeram) que, da mesma forma, contrariados em seus objetivos pessoais ou vislumbrando oportunidades egoístas de satisfação do próprio ego, mudaram de lado, para engrossar o chiado dos derrotados como se não fossem traidores, mas os traídos. As urnas dirão mais à frente quem foi quem.

As pesquisas já começam a mostrar que o Brasil está entendendo o jogo como ele está sendo disputado.

Quem consegue olhar o quadro nacional, se abstraindo do que aqui é narrado (e há mais), de forma singela, enxerga outro Brasil. Um raio X sem mentiras.

Isso gera desespero constrangedor nos que pensam em si e seus interesses e não no Brasil como um todo.

Penso que não é preciso desenhar.

 

**As opiniões expressas em artigos são de exclusiva responsabilidade dos autores e não coincidem, necessariamente, com as do Diário do Comércio 





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