Opinião

SIM


Redesenha-se com toda nitidez o quadro do mais chão paroquialismo da classe política brasileira rebaixada ao andar de baixo do presidencialismo de coalizão para criar uma fachada de governabilidade de um governo que não governa mais nada


  Por Sérgio Paulo Muniz Costa 24 de Setembro de 2015 às 14:15

  | Historiador


Há motivos para acreditar que a mais alta corte do País, composta em sua maioria por ministros indicados pelo PT, alguns deles antes a ele associados ou às suas causas, tomou uma decisão política ao fatiar a Operação Lava Jato e com isso, mais do que beneficiar uma senadora, vai ajudar a blindar um ex-presidente e impedir que o País conheça a extensão e a profundidade da corrupção que o tomou?

Redesenha-se com toda nitidez o quadro do mais chão paroquialismo da classe política brasileira rebaixada ao andar de baixo do presidencialismo de coalizão para criar uma fachada de governabilidade de um governo que não governa mais nada?

É absurdo que, em meio ao maior escândalo de corrupção e uma das maiores crises políticas da História do País, as principais lideranças da oposição se afastem da campanha pelo impedimento da presidente, deixando-se neutralizar pela estratégia do PT de rotular de golpe ou aventura uma medida constitucional reclamada pela maioria da população brasileira como meio para estancar a corrupção e o arbítrio?

Teme-se que a inconsistência das medidas econômicas propostas pelo governo e a sua perseverança na defesa e no exemplo da irresponsabilidade fiscal agravem a crise que assola o País com um potencial desestabilizador muito maior do que qualquer medida institucional prevista em lei?

É de se esperar que a eventual sobrevivência do presente esquema de poder e corrupção, uma vez livre de constrangimentos, faça descer sobre o País um manto de silêncio autoritário sobre ilegalidades de toda ordem e imponha à sociedade um escorcho fiscal sem precedentes e sem fim?

Assiste-se, mais uma vez, à deflagração de greves e badernas promovidas por sindicatos e movimentos ditos sociais já dentro do governo que são mobilizados para intimidar aliados, adversários, instituições e a sociedade em geral?

Todos esses pesadelos – a politização escancarada do STF, o clientelismo da classe política, a omissão da oposição, a criminosa irresponsabilidade administrativa, o autoritarismo latente e a desordem chapa-branca – estão inextricavelmente interligados nas causas da monumental crise que paralisa o País?

E diante de tantos sins: há alguma coisa a fazer?

Sim! De todas as formas, por nossas crenças, atitudes, convicções e esperanças, responder aos detentores do poder corrupto e corruptor que nos oprime com a maior certeza da História do Brasil!
NÃO!