Opinião

Quadro de candidatos em São Paulo


Se cada eleitor paulistano pudesse estudar mais profundamente o histórico político e administrativo dos muitos candidatos, iria constatar que as perspectivas para a maior cidade do país seguem sombrias.


  Por Paulo Saab 20 de Outubro de 2020 às 13:38

  | Jornalista, Bacharel em Direito, professor universitário e escritor.


Em reportagem neste Diário do Comércio, de Renato Ibelli, o cientista político Antônio Lavareda traça um cenário para o pleito municipal do próximo dia 15 de novembro, indicando um crescimento das candidaturas de centro-direita, e faz uma análise, em São Paulo, dos candidatos com mais chances de chegar ao final com a vitória.

Expõe os motivos pelos quais a esquerda tem perdido força no país e manifesta sua opinião de que, na capital paulista, Russomano, mais uma vez, perderá força na caminhada, devendo o atual prefeito Bruno Covas sair vitorioso. A avaliação de Lavareda é pertinente, baseada em dados e projeções estudadas, indicando tendências que podem vir a se concretizar.

Se cada eleitor paulistano pudesse estudar mais profundamente o histórico político e administrativo de cada um dos muitos candidatos que se apresentam neste pleito, iria constatar que as perspectivas para a maior cidade do país seguem sombrias.

As candidaturas de esquerda são retrato da incompetência dos socialistas e comunistas no poder na capital paulista. Exemplos: Boulos é um invasor contumaz sem nenhuma experiência política ou administrativa.

Sua vice, Erundina, quando prefeita, deixou como maior marca de sua gestão escândalos especulativos envolvendo colaboradores de seu governo, então ligada ao PT.

O candidato do lulopetismo é mais do mesmo, em termos do que significam as gestões associados a esse partido que teve três ex-presidentes e três ex-tesoureiros presos por corrupção - fora seus outros integrantes e o chefe de todo o esquema.

O ex-prefeito de São Vicente e ex-vice governador, que exerceu o cargo de governador, Marcio França, carece de identidade paulistana. Foi candidato a governador e perdeu para Doria. Agora, é candidato a prefeito. Será candidato a qualquer cargo em disputa, mostrando-se um político de carreira, sem uma marca que o distinga.

Russomano tem o apoio de Bolsonaro. O eleitor de Bolsonaro, é visível isso, vota no presidente, mas não necessariamente segue suas indicações. No plano federal, o atual presidente representa o antipetismo, o antiesquerdismo.

Nos pleitos municipais o foco é a qualidade de quem apoia como administrador. E Russomano é partitura de uma nota só. Por isso fica pelo caminho. Falta consistência, e seu carisma se esvaiu como comunicador.

A candidatura de Joyce, ao se opor a Bolsonaro, que a ajudou a se eleger, encontra a resistência do eleitor com os que traem sua origem.

Os demais candidatos, à exceção de um, ou são ainda incipientes na trajetória política ou são folclóricos, nada representativos. Arthur do Val (Mamãe Falei), o eterno Levy Fidelix, e outros da casa do 1%, estão plantando para fazer nome.

Do ponto de vista do conhecimento da cidade, da experiência já tida como administrador, da capacitação técnica, o candidato Andrea Matarazzo parece ser o mais qualificado do rol que se apresenta. Luta contra a escassez de tempo para ser mais conhecido.

O eleitor de São Paulo está cansado. Desestimulado. E, diante de tantas contradições decorrentes de formas de quarentena e medicação na pandemia, também com medo. Uma parte significativa dos eleitores pode nem sair de casa no dia da votação.

O cenário que parece evidente pode se transformar numa incógnita até as urnas eletrônicas indicarem sua contagem. Uma coisa é certa: o centro-direita cresce porque o brasileiro, em geral, cansou do fracasso corrupto das esquerdas.

Enquanto países da América do Sul, como Venezuela, Argentina e agora. de novo a Bolívia, ainda caem no canto da sereia da mentira socialista. O Brasil nesse rumo de centro-direita, tem tudo para voltar a crescer e oferecer melhor qualidade de vida à sua população.

Que se repita na maior cidade dessa mesma região do planeta. O sofisma da utopia socialista leva os países, estados e cidades à miséria econômica, social e moral.

**As opiniões expressas em artigos são de exclusiva responsabilidade dos autores e não coincidem, necessariamente, com as do Diário do Comércio 





Publicidade





Publicidade





Publicidade