Opinião

Posição Facesp/ACSP - coronavírus


As entidades vêm a público clamar que as autoridades se unam em um esforço centralizado para coordenar a gestão desta crise do novo coronavírus.


  Por Redação Facesp 30 de Março de 2020 às 12:32

  | Das equipes de comunicação de entidades membros da Federação das Associações Comerciais do Estado de S.Paulo


A crise que o Brasil atravessa em decorrência da pandemia do novo coronavírus exige grandeza e discernimento por parte dos governantes em seus vários níveis.

A Federação das Associações Comerciais de São Paulo e a Associação Comercial de São Paulo (ACSP) apoiaram as medidas restritivas das atividades empresariais impostas pela Prefeitura e pelo Governo do Estado até o fim da primeira semana de abril.

Entenderam sua necessidade para reduzir a expansão da pandemia e permitir que o sistema de saúde tivesse tempo para se preparar para o atendimento da população.

Alertaram, porém, que tais restrições deveriam durar o menor tempo possível, considerando-se seu impacto negativo, não apenas sobre as atividades econômicas, mas, sobretudo, sobre a vida dos segmentos menos favorecidos da população.

Chamaram também atenção para a necessidade de medidas do setor público que garantissem a sobrevivência das empresas, especialmente as menores, preservando assim empregos.

Ponderaram ainda sobre a necessidade de ajuda para os que trabalham por conta própria e de maneira informal.

Encaminharam às autoridades pleitos em relação à suspensão do pagamento de impostos, como forma de apoiar os empreendedores, retendo ao máximo a escalada do desemprego.

Enquanto se aproximam as datas limites para o fim da paralisação, as entidades observam algumas primeiras iniciativas das autoridades no sentido de apoiar as empresas e proteger os empregos. São, no entanto, ainda tímidas quando contrapostas à magnitude da crise que se avizinha.

As entidades vêm a público clamar que as autoridades se unam em um esforço centralizado para coordenar a gestão desta crise do novo coronavírus.

Reforçam também seu entendimento quanto à responsabilidade de todos neste momento e declara não apoiar a desobediência civil. Porém, sugerem que os governantes reflitam sobre a possibilidade de flexibilizar os prazos para o final da paralisação, antecipando-os.

Entendem que é possível organizar o retorno paulatino e cuidadoso das atividades não essenciais do comércio e dos serviços, desde que sejam adotadas medidas que respeitem às orientações das autoridades de saúde no que diz respeito à não aglomeração de pessoas, à correta forma de higienização dos estabelecimentos, ao resguardo dos profissionais pertencentes aos grupos de risco e outras.

A crise do novo coronavírus afeta não apenas a segurança física e psicológica da população, mas de forma decisiva as atividades econômicas, essas também importantíssimas para o bem-estar de todos.

Promover o equilíbrio entre a proteção da saúde e da economia é agora a grande missão do país. Não é uma decisão fácil, mas necessária. A FACESP e a ACSP vêm mantendo contato com as autoridades, levando informações e sugestões, e continuam à disposição para continuar a colaborar na busca das melhores alternativas para amenizar a difícil situação enfrentada pela

população brasileira. Manifestam a certeza de que o Brasil superará a crise e sairá dela mais fortalecido e unido.

 

IMAGEM: KarinaLignelli/DC





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