Opinião

Para o bem do Brasil


Cabe ao próprio Bolsonaro a tarefa de ser rígido, cumprir a lei e a ordem com o volume cabível, não ser permissivo e leniente com o crime, a corrupção, a destruição dos valores da família e da pátria


  Por Paulo Saab 06 de Novembro de 2018 às 17:20

  | Jornalista, Bacharel em Direito, professor universitário e escritor.


Jair Bolsonaro, tendo se tornado o instrumento que se viabilizou para servir de catalizador para todos os brasileiros votantes, mais de 57 milhões, frontalmente anti-lulopetistas, foi eleito presidente da República.

Sua vitória, ou a vitória dos anti-lulopetistas, significou, e ele certamente sabe disso, uma mudança acentuada. Representa uma ruptura com a clePTcracia sem revolução, sem derramamento de sangue.

Para aglutinar em torno de si os milhões e milhões de insatisfeitos, indignados, com o lulopetismo e as esquerdas em geral, Bolsonaro adotou um discurso radical que deu voz a essa multidão de brasileiros do bem. E ganhou até com alguma facilidade (mais de dez milhões de votos) a presidência da República.

Acontece que as esquerdas, abrangendo aí o PT, já dividido internamente, mais o Psol, PCdoB, PDT, PSB e outros partidos de visão vermelha, têm no radicalismo das ações (não só no discurso como teve Bolsonaro) seu “leitmotiv” e pretendem, certamente, fazer estragos que não serão para Bolsonaro ou seus eleitores, mas para o Brasil. 

As esquerdas estão divididas. Dentro do PT há a corrente cega do lulismo e a dos que defendem uma retomada partidária e não mais uma seita. (Lula está preso, babaca). Isso veio de Cid Gomes e foi a vingança de Ciro Gomes contra o que chamou de traição do PT.

Ainda tem o PCdoB e o Psol com as loucas insanidades (redundância?) do aloprado e milionário-pobre Boulos. E muito mais.

Mas, são todos lobos em pele de cordeiro e a última coisa que pensam é no Brasil. Por isso vão forçar a barra da ridícula “resistência” e provocação para gerar atos de violência, com o apoio do contingente socialista derrotado nas urnas, fora os dependentes de verbas públicas que se tornaram celebridades graças ao capitalismo, adoram um dinheirinho de governo e posam de socialistas e críticos do capital que lhes dá vida nababesca.

De outro lado, os que, pelo voto, derrubaram o lulopetismo e as esquerdas, precisam agora controlar sua sede de ajustes, que devem ser feitos dentro da lei e da ordem, mas sem medo de patrulhas ou barulho. No grito os vermelhos não ganham mais.

Cabe, portanto, ao próprio Bolsonaro, a tarefa de ser rígido, cumprir a lei e a ordem com o volume cabível, não ser permissivo e leniente com o crime, a corrupção, a destruição dos valores da família e da pátria, como foram o lulopetismo e seus postes. 

Mas, agir dentro da Constituição (que o lulopetismo não respeitou) e estabelecer a paz interna, não mais por impulso, mas com inteligência.

Reconstruir o país, colocá-lo de volta no trilho certo, de onde foi arrancado pelo lulopetismo – que vai sabotar de todas as maneiras possíveis as ações de conserto - mas sem abrir mão do uso da autoridade, sem medo, é a tarefa.

Missão difícil, mas não impossível para quem foi eleito para cumprir essa missão.

Para o bem do Brasil.

 

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