Opinião

País "sui generis"


Tem donos de verdade. E ai de quem ousa exercer seus direitos constitucionais, de cidadania


  Por Paulo Saab 15 de Janeiro de 2018 às 11:23

  | Jornalista, Bacharel em Direito, professor universitário e escritor.


Começamos 2018 assistindo mais um show de esquisitices nesse patropi tão mal amado por seus próprios filhos dirigentes.
Absurdos –aos olhos do bom senso—um atrás do outro.

O hoje desmoralizado ministro do STF, Gilmar Mendes (se não estiver a corte toda) desfila seu sarcasmo em Lisboa, fingindo não ser com ele a cobrança que duas brasileiras fazem, desejando que ele vá para o inferno. Vai piorar isso.

Os petistas e asseclas continuam vivendo como autistas, num mundo só deles, onde sua realidade é distante do mundo real, como fizeram no governo.

Diante do julgamento do recurso de Lula, hoje criminoso condenado na primeira instância, criam movimentos de defesa da democracia e de Lula, como se o apedeuta ladrão condenado, estivesse acima da lei, do bem e do mal (que ele encarna).

Um escárnio que só pode ser atribuído à ausência de realidade e deformação de caráter da esquerda cabocla.

A hoje visivelmente despreparada para tudo, Gleisi Hoffman, denunciada como criminosa e presidente do PT (será presa como José Genoíno e José Dirceu, ex-presidentes?) põe na internet faixa de torcida de futebol na Europa dizendo “Força Luca” (nome de um torcedor ferido) e atribui apoio da massa europeia a lula, entendo a faixa como “Força Lula”.

É tão ridículo que envergonha, mas revela como os petistas vêm o mundo. Deles, em tudo.

Desculpe o leitor já começar o ano falando do lulopetismo. Mas, este mal ainda impera no país, posto que o governo Temer é continuação ligeiramente melhorada na economia, do período anterior, visto que era vice da malfadada Dilma.

E o atrevimento com que insistem em distorcer a verdade, impor sua vontade, e agredir o povo brasileiro, é sem limites. Isso não ode anestesiar as pessoas de bem que correm o risco de cair no conto do vigário da “perseguição política” a um criminoso sem caráter e seus cães de guarda.

Olhar a cena política (ou criminal) brasileira, ver o Rio de Janeiro, o Rio Grande do Norte, outros estados brasileiros e a situação geral, é um exercício de preservação da saúde mental. A cena insiste em nos tornar insanos pela capacidade de não ver como revertê-la.

Hoje já penso que só há duas saídas (já que os governos insistem em não educar a massa, para mantê-la cativa) ou um milagre das urnas, ou uma convulsão social que virá com o povo nas ruas e agora mais intenso com o cansaço da sociedade do bem, das pessoas sérias, de serem exploradas e pisoteadas pela classe dirigente do país, incrustrada desavergonhadamente hoje nos três poderes, em todos os níveis.

O que virá primeiro?

Ano eleitoral, sem perspectivas de mudanças sérias, com candidatos sem programa, expressão legítima, determinação e pulso.
Tenho perguntado, nas proporções cabíveis na figura de retórica: teremos Bastilha?

Sinceramente? Cansa. Não aguento mais as mentiras e idiotices dos petistas e seus dependentes (verbas públicas que sumiram).
Lula sonhar em ser candidato por si só já é um ato de bestialidade, pelo tanto de estrago que causou e causa ao país e seu povo, iludindo ainda a população ignorante e/ou fanática.

O bom, senso nunca é o nivelador.

País “sui generis”. Tem donos de verdade. E ai de quem ousa exercer seus direitos constitucionais, de cidadania.

**As opiniões expressas em artigos são de exclusiva responsabilidade dos autores e não coincidem, necessariamente, com as do Diário do Comércio