Opinião

País desagregado


A verdadeira herança maldita da era lulista será ter implantado no Brasil uma espécie de luta entre seus filhos, em que se perdeu a visão de uma única nação para nos transformar em tribos brigando para sobreviver


  Por Paulo Saab 20 de Outubro de 2015 às 11:12

  | Jornalista, Bacharel em Direito, professor universitário e escritor.


Um dos muitos subprodutos da era Lula que tem destruído aos poucos a vida nacional é a desagregação e o surgimento de algo que nunca houve antes além da rivalidade entre as torcidas de times de futebol.

O lulopetismo, por força da política de dividir para governar do ex-presidente, trouxe à cena do país o crescente sentimento de antagonismo, a caminho do ódio entre pobres e ricos, brancos e negros, nordestinos e sulistas, pobres e pobres, ricos e ricos, brancos e índios, políticos e população, dirigentes públicos e pagadores de impostos, amigos, familiares, e por aí afora.

Como se já não tivesse estragado a ordem pública, a moral, a ética, a economia, a política, os valores, a verdadeira herança maldita da era lulista, do petismo e do quase já ex-dilmismo, será ter implantado no Brasil uma espécie de luta entre seus filhos em que se perdeu a visão de uma única nação para nos transformar em tribos brigando para sobreviver.

Não sendo sociólogo, nem antropólogo e muito menos político, baseado apenas na minha formação de bacharel em Direito, em jornalismo e especialização em marketing, sempre estudando comportamento e mercado, o máximo que posso fazer é palpitar, como fruto de minhas observações e análises.

Discussões, brigas, enfrentamentos, entre pessoas que antes, se não se amavam, se toleravam com civilidade, por conta do “nós” e “eles”, implantado  de forma irresponsável pelo lulopetismo, agora se odeiam.

No meio disse tudo vem um dirigente comunista pregar em público o fuzilamento dos que no Brasil preferem não estar alinhados com a esquerda.

Obra de Lula/PT/Dilma. Mais uma, para ninguém colocar defeito pela tacanhice de sua origem, a manutenção deles no poder, frente à divisão dos valores e da gente brasileira.

TRAUMA

Não sei se supero tão cedo o trauma que deverá me provocar pesadelos. Ver a governanta sentar-se num jato sueco do titio Saab, é apavorante para o pobre jato familiar.

Abro mão de minha parte na herança desde já.

PARALISADO

Não sou a favor de nenhuma intervenção (militar ou não) que atravesse a ordem constitucional do país. Sou a favor, como o PT foi contra FHC, por exemplo, de  que o petismo seja afastado do poder pelas vias legais.

Todavia, cumpre notar por dever de ofício: de há muito não se lia, se ouvia, manifestação de altas patentes das Forças Armadas falando sobre o agravamento da crise brasileira e a necessidade de mudanças, como tem acontecido nos últimos dias.

Pela via legal, eu apoio. Golpes, só na imaginação (esperta e até doentia) de Dilminha e sua turma comandada por Lula.

SEM IDEIA

É difícil imaginar além de Eduardo Cunha, de André Vargas, José Dirceu e outros, já presos ou ainda não, por terem metido a mão na botija pública, quantos  existem no Brasil, que enriqueceram desonestamente.

Deve haver milhares de pares de olhos abertos nas madrugadas à espera da batida da Polícia Federal em suas portas. Com um detalhe: se devolvessem todos, inclusive partidos políticos e maus empresários, o que roubaram, a crise financeira acabava. Os valores são irritantemente altos.

E assim vai o Brasil neste início de Século XXI , medíocre e cambaleante por força de ideologias que morreram no Século XX.