Opinião

O sentido das festas


Espera-se que os novos tempos conciliem a fraternidade, com a autoridade, a disciplina e o respeito


  Por Aristóteles Drummond 24 de Dezembro de 2018 às 12:58

  | Jornalista


As festas de fim de ano são marcadas pelo calendário do mundo cristão, se constituindo em período de confraternização, solidariedade, fortalecimento de laços familiares e de amizade.

Observa-se pelo movimento dos transportes aéreos e rodoviários, com plena ocupação, com milhões de pessoas se dirigindo aos encontros de família.

Percebe-se que cresce a cada ano as iniciativas dirigidas a obras sociais ou a fornecer um mínimo aos menos favorecidos. Muitos que abrem suas casas a familiares e amigos, no Natal como no Ano Novo, pedem doações para obras assistenciais.

As cidades voltaram, apesar da crise, a contar com decoração natalina, como no caso de Petrópolis, na região serrana do Rio, e as da região serrana gaúcha,como Gramado, entre outras. A árvore da Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio, voltou e é atração que atrai, desde a inauguração, milhares de visitantes. A virada do ano já é o maior evento turístico da Cidade Maravilhosa.

Os que criticam o lado comercial, com o esforço do comércio em vender alimentos, presentes, brinquedos em especial, não observam que este lado também é positivo, pois movimenta a economia, estimula a fraternidade e a generosidade. É tempo de reconciliação com estes valores. O papel das diferentes igrejas é importante também.

No campo do legislativo, o Brasil agradece se o Congresso a ser empossado em fevereiro tratar de alterar as posses no Executivo, que cai no primeiro dia do ano, atrapalhando a vida de todos os envolvidos.

Fazer na segunda semana do ano seria muito mais conveniente, inclusive para a presença de governantes estrangeiros, para os quais já é difícil explicar a esdrúxula data.

No legal, a questão do indulto de Natal não pode estimular favorecimentos e muito menos atender aos que alguma vez não tenham respeitado as normas de regresso.

Espera-se que os novos tempos conciliem a fraternidade, com a autoridade, a disciplina e o respeito.

O Ano Novo promete, para o Brasil, melhores dias. Mas estes serão ainda melhores se prevalecer o espírito de união, amor, vencidos os ressentimentos, as idiossincrasias, o egoísmo elitista.

Solidariedade, tolerância, compreensão e bom senso para sermos todos melhores também individualmente.

Que assim seja!

 

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