Opinião

O povo versus "autoridades"


Brasileiro honesto, do bem: mão na massa. Estamos em guerra contra os bandidos que tomaram o Estado de assalto. Nossa armas: as urnas


  Por Paulo Saab 26 de Julho de 2017 às 12:04

  | Jornalista, Bacharel em Direito, professor universitário e escritor.


Penso que não seria exagero dizer que, entre os brasileiros -milhões deles-, que conseguem discernir e entender o que se passa na vida nacional nos últimos 20 anos, com ênfase nos 13 anteriores, existe hoje um sentimento de ojeriza, de repulsa, de insatisfação, com todo tipo de agente público, de qualquer nível hierárquico e poder da República.

Generalizou-se, e isso é sempre perigoso, que aqueles que ocupam cargo público, notadamente os de mandato eleitoral e decisão judicial, são dilapidadores dos valores da sociedade e dos cofres públicos, voltados exclusivamente, para seus interesses pessoais e refratários, até, aos anseios da população que deveriam representar.

Quem, entre as pessoas decentes e inteligentes, que acompanham como agem os agentes públicos no país, vai conseguir negar essa evidência que agride a cada brasileiro no cotidiano?

Então é lícito concluir que o povo brasileiro está em pé de guerra com quem os representa e a quem esse mesmo povo paga para cuidar de seus interesses comuns.

E a expectativa é frustrada porque para onde se olhe o que se leia, o que se ouça, é, sempre, bandidagem em andamento.

Nos três poderes da República, em todos os escalões, em todos os níveis, disseminou-se a corrupção hoje endêmica, e o país passou a ser governado, dirigido, legislado, julgado, por pessoas descomprometidas com os destinos do país, mas altamente comprometidas com seus interesses venais e pessoais.

Claro que há exceções. Preservo os que cumprem suas funções com honestidade e responsabilidade. Só entendo que não deveriam ficar no silêncio. Embora seja dos inocentes, pode parecer dos coniventes.

Está muito claro para mim que o país pode começar a dar passos, engatinhar ainda, para corrigir o território de bandidos em que se tornou (no seu comando) a partir das eleições do ano que vem.

Para isso é preciso que esse mesmo contingente de brasileiros honestos, hoje revoltados com tudo e todos, tenha participação no pleito, não só como eleitor consciente, mas como pregador da decência para que os que ainda acreditam nos demagogos criminosos que infestam a vida publica e os cofres do país, não votem nesses.

Como há frentes de luta para o coitado do cidadão brasileiro de bem! E, para as patrulhas ridículas do politicamente correto (manipulação pura) já adianto: quando falo cidadão, estou me referindo também às cidadãs. Não é comum no petismo saber que existe o comum de dois.

Brasileiro honesto, do bem: mão na massa. Estamos em guerra contra os bandidos que tomaram o Estado de assalto. Nossa armas: as urnas.

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