Opinião

O poder das entidades


Elas são porta-vozes diretos dos seus associados com os órgãos públicos e o público em geral


  Por Milton Bigucci 06 de Agosto de 2021 às 09:39

  | Presidente da construtora MBigucci e conselheiro vitalício da ACSP


Na minha vida profissional e social sempre participei de entidades de classe e sociais.

A utilidade e os benefícios dessa participação são tão grandes e tão fortes que não consigo imaginar minha trajetória, ao longo dos 70 anos de trabalho com carteira assinada, 60 deles na Construção Civil, sem essas entidades ou clubes. Agregamos muito conhecimento, informações, amizades e contatos nestes relacionamentos. São entidades que prestam um serviço público de grande valia ao reunir em torno de um propósito comum, pessoas, empresas, associados, comunidades e setores.

Geralmente as entidades de classe são as principais fontes de dados oficiais de um setor, dados com os quais é possível uma análise aprofundada para planejamento estratégico, tomadas de decisões eficazes, soluções de problemas, minimização de riscos e a busca contínua da melhoria dos setores.

São nas entidades, como a Associação Comercial de São Paulo (ACSP) da qual sou associado há 4 décadas, que temos as portas abertas para discutir os problemas socioeconômicos comuns aos nossos negócios e às comunidades com as quais atuamos. Discussões que compartilham experiências de muitas cabeças, muitas vivências, que proporcionam o surgimento de novas ideias e lideranças. O associado também tem vantagens em produtos e serviços exclusivos para ampliar sua atuação.

As entidades são os porta-vozes diretos dos seus associados com os órgãos públicos e o público em geral; o caminho mais rápido e eficaz para solução de problemas e incentivo a inovações nos negócios.

Vale ressaltar que as entidades não visam somente o crescimento de seus associados, mas também o respeito ao meio ambiente e o bem-estar social da comunidade local, pois é exatamente esta comunidade que consome os produtos e serviços dos associados. Tudo está interligado. É o tripé sustentável (ecologicamente correto, socialmente justo e economicamente viável).

Lembro com carinho de algumas entidades das quais já participei ou ainda participo e outras que ajudei a fundar ou já dirigi: como a Associação Comercial de São Paulo (da qual fui vice-presidente e superintendente da ACSP/Distrital Ipiranga), o Círculo de Amigos do Menor Patrulheiro (CAMP/Ipiranga – que fundei), a Federação do Patrulheirismo, a Associação dos Construtores, Imobiliárias e Administradoras do Grande ABC (ACIGABC – que fundei junto com vários amigos), o Secovi (Diretoria do Interior – do qual fui vice-presidente, comandando 8 regionais do Interior), a Fiesp/Deconcic (Depto.de Construção Civil), o CIESP, o Lions Clube de Rudge Ramos/SBC, o Lar Escola Pequeno Leão (que fundei com amigos do Lions e hoje abriga mais de 60 crianças em situação de vulnerabilidade), a Associação dos Amigos da Polícia Militar (AAPM – que participo desde a sua fundação), o CRECI-SP (sou associado desde 1985), o Sinduscon-SP (que representei por vários anos no ABC), a Academia de Letras da Grande São Paulo (sou membro desde 2003 na cadeira nº 5 de Lima Barreto), o Clube Atlético Ypiranga (CAY – do qual sou conselheiro nato, fui vice-presidente e jogo futebol até hoje com um grupo de amigos com os quais aprendo muito), a Sociedade Amigos do Jardim Acapulco (SAJA), entre outras. Mas, o mais importante de tudo, são os aprendizados que conquistei e os relacionamentos que fiz. Adquire-se muita experiência e respeito com esses elos. Até hoje mantenho muitas amizades iniciadas nas entidades.

Em nossa querida Associação Comercial de São Paulo (ACSP), sou participante há quatro décadas, atualmente como conselheiro vitalício. Criei um relacionamento tão forte que fui eleito e reeleito superintendente da ACSP - Ipiranga (1979 a 1982). Fui vice-presidente do Conselho das Sedes Distritais (1982-1985). Dentro da Distrital Ipiranga criei o CAMPI do Ipiranga, hoje CAAP/ASA, uma obra social gigantesca em parceria, na época, com o Rotary Clube Ipiranga. Para vocês verem a grandiosidade dessa obra, já passaram pelo CAMPI mais de 11 mil jovens, que fizeram ou fazem estágio nas empresas. Sinto orgulho de ter fundado o CAMPI em 28/10/1980. Fazer o bem sem esperar qualquer retorno para si, não tem preço.

Imaginem o número de pessoas que conheci nesse tempo todo de vínculo com as entidades, o que aprendi e os resultados sociais alcançados. São dezenas de diretores, centenas de associados e milhares de pessoas beneficiadas com um caminho sadio, econômico e social.

Sugestão aos meus amigos e aos leitores deste artigo: nunca deixem de participar de entidades de classe e clubes. Reforço mais uma vez: a gente aprende muito com as pessoas. Faz bem para a sociedade, para nossa empresa e para nós também.

 






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