Opinião

O limite


STF para quê? Para tripudiar sobre a Constituição que deve defender? Para servir de valhacouto de criminosos condenados pela Justiça e pela moral pública?


  Por Sérgio Paulo Muniz Costa 24 de Março de 2018 às 22:21

  | Historiador


As atitudes irresponsáveis, incabíveis e injustificadas do STF e dos seus ministros ao longo da semana nos levam ao ponto de ampliar a advertência de Rui Barbosa sobre o mal que um judiciário pervertido causaria ao Brasil.

Não estamos falando de ditadura , mas sim da perda de esperança.

Simples e sublime esperança de que haja justiça no País.

Com a absoluta falta de decoro de seus ministros e de espírito público da corte que se prestou ao papel subserviente e indigno que protagonizou, está claro que marchamos para uma ditadura corrupta e estamos perdendo irremediavelmente a esperança na democracia no País.

Cabe-nos, sem muitos rodeios e pudores que não cabem absolutamente neste momento, perguntar: STF para quê?

Para tripudiar sobre a Constituição que deve defender?

Para servir de valhacouto de criminosos condenados pela Justiça e pela moral pública?

Para funcionar segundo o alvitre dos interesses inconfessáveis que impõem um desastre anunciado?

Até onde vamos?

Em outras situações críticas que o Brasil viveu, em 1831, 1889, 1930, 1946 e 1964, houve algum protagonismo cívico e certa renúncia que salvou o País do pior que se avizinhava.

Está na hora de se pensar seriamente em uma saída para a situação que o País enfrenta.

Quem disser que as instituições estão funcionando, que as soluções virão pelo andar regular desse suposto funcionamento e que não há nada de grave ocorrendo no País está mentindo.

Chegamos àquele limite no qual se separam os mal intencionados dos que ainda têm algum compromisso com o Brasil.

**As opiniões expressas em artigos são de exclusiva responsabilidade dos autores e não coincidem, necessariamente, com as do Diário do Comércio

FOTO: Walter Campanato/Agência Brasil