Opinião

O futuro do Brasil passa pela educação básica


Educadores discutem a questão em Belo Horizonte, durante debate da ACMINAS


  Por Roberto Mateus Ordine 26 de Outubro de 2015 às 16:00

  | Advogado e vice-presidente da ACSP e Facesp


O futuro do Brasil passa pela educação básica. Esta foi uma das importantes conclusões dadas pelos eminentes professores participantes do debate promovido pela ACMINAS, em Belo Horizonte, como marco inicial da Frente Sudeste das associações Comerciais da região.

O evento tinha por objetivo de estudo pensar o futuro do Brasil. Os trabalhos foram coordenados pelo ex-ministro Marcilio Marques Moreira e contou com a participação dos ilustres professores, Cláudio de Moura Castro e do reitor da Escola de Negócios da Fundação Dom Cabral, Professor Paulo Paiva.

Em sua exposição, o professor Moura Castro defendeu a educação básica, como instrumento importante para se melhorar a produtividade de nossas crianças. Entende ele que não adianta nenhum outro esforço, se nossas crianças não aprenderem a ler, escrever e souberem fazer conta.

Este é o princípio da libertação. É a única maneira de se melhorar a produtividade individual dos brasileiros. A educação de base será fundamental para que o Brasil possa sair das piores colocações que se encontra na escala mundial.

Diante do espanto SOS dos participantes pela visão realista do inspirado educador, veio uma segunda sugestão, que soou como música em nossos ouvidos: “Será preciso também que nossas crianças recuperem os valores morais, como caminho de resgate do atual quadro de escândalos que atingiu o País”. Valores estes que se encontram nos Dez Mandamentos, como roteiro seguro para as novas gerações crescerem livres e fraternas.

Com esta posição clara, o expositor deixava claro que a atual geração parece ter se esquecido destes princípios e valores éticos, que tornariam melhor a qualidade de vida dos brasileiros e certamente não assistiríamos esta onda de corrupção e desmandos.

Por tudo isso foi muito bom ouvir que nem tudo está perdido e ainda há esperança para as futuras gerações de brasileiros.

E mais: foi bom saber que ainda existem professores em nossas universidades que “não odeiam a classe média” e cultuam os valores universais, que jamais se perderão no tempo, a exemplo da definição mais complete que ouvi sobre ética, de autoria do professor e filósofo, Mário Sergio Cortella: “Ética é amar o próximo! ”