Opinião

Novas prioridades


O problema não é apenas conter o déficit, os gastos desnecessários ou mal geridos, mas, sim, avançar na qualidade de nossos produtos, na geração de empregos, na melhoria de nossa mão de obra


  Por Aristóteles Drummond 24 de Julho de 2019 às 12:04

  | Jornalista


Superada a aprovação da Previdência –espera-se que ocorra sem novidades no Senado –, é hora de se pensar em como modernizar nossa legislação na área da atração de investimentos.

O problema não é apenas conter o déficit, os gastos desnecessários ou mal geridos, mas, sim, avançar na qualidade de nossos produtos, na geração de empregos, na melhoria de nossa mão de obra. Não basta gerar empregos; é preciso ter bons empregos, ampliando o mercado interno.

Impressiona a insensibilidade da oposição que insiste em travar a decolagem de nossa economia em favor do povo, da família brasileira.

Agarram-se a privilégios, a conceitos ideológicos, e superados, a tentativas de explorar a ingenuidade popular com promessas e propostas fora da realidade dos novos tempos.

Não percebem que este mesmo povo está mais atento ao que se passa e assim demonstrou na eleição presidencial, nas manifestações de rua de apoio às reformas e ao fim da impunidade, apoiando de maneira inequívoca o ministro Sérgio Moro, vítima de sórdidas investidas de comprometidos de toda ordem com a corrupção.

É preciso que se saiba que só podemos ganhar com os acordos internacionais, como o recente do Mercosul com a União Europeia, se tivermos um país moderno, com menos burocracia e menos impostos. Temos de investir no treinamento de nossos jovens para o mundo digital. Nosso sistema aduaneiro não é apenas pesado pela carga fiscal, mas, principalmente, pela burocracia. 

Percebe-se que vivemos um momento crucial. Ou fazemos a opção pelo progresso e pela riqueza ou vamos continuar a ser uma promessa, o país do futuro. De um futuro, aliás, prometido há tanto tempo e que ainda não chegou.

A persistir os entraves, a economia cairá mais e a violência crescerá, com a indignação de uma população que não parece disposta a aceitar este quadro. Mas somos grandes demais para suportarmos uma agonia como a que passa a Venezuela.

A prioridade é crescer, crescer e crescer.  O mundo se prepara para isolar os que não conseguem competir, por erros e equívocos apontados pelos organismos internacionais. E cada povo terá de assumir responsabilidades  quando vier a se manifestar democraticamente.

O México está neste caminho perigoso e a Argentina, dentro de três meses, vai fazer a sua escolha. O Brasil fez uma opção firme, que não pode ser barrada pelos derrotados.

*As opiniões expressas em artigos são de exclusiva responsabilidade dos autores e não coincidem, necessariamente, com as do Diário do Comércio