Opinião

Missão cumprida


A grande maioria dos estabelecimentos emprega menos de dez pessoas, precisando, portanto, de uma forte proteção na qualidade do atendimento social e da formação profissional


  Por Aristóteles Drummond 13 de Junho de 2018 às 10:17

  | Jornalista


Não existe verdade absoluta. A renovação é sempre saudável, mas não necessariamente quando se tem uma direção correta dando resultados. É aquela história de não se mexer em time que está ganhando. Por isso, cada caso é um caso.

Foi anunciada a decisão do presidente da Confederação Nacional do Comércio (CNC), Antônio de Oliveira Santos, de não postular mais uma reeleição, depois de quase 40 anos exercer o cargo com muita eficiência, discrição e austeridade.

Um idealista, que criou, na cidade do Rio de Janeiro, uma escola de excelência de reconhecimento internacional. Uma instituição que reúne centenas de alunos de todo o Brasil, em regime de internato, onde a formação é integral do primeiro ao último ano, com cursos paralelos ao currículo oficial.

Entrega ao país jovens plenamente preparados por um corpo de professores e instrutores da mais alta qualificação.

A equipe que montou reúne seus contemporâneos, merecedores da admiração e do respeito dos brasileiros pelos serviços prestados e que ainda prestam, de forma dedicada e lúcida.

Os ex-ministros Ernane Galveas, de 96 anos, e Bernardo Cabral, de 84, são seus consultores. Oliveira Santos formou ainda um Conselho Técnico na entidade que, em tese, daria para montar um ministério de salvação nacional.

O ambiente de respeito e seriedade na CNC a faz unida e esta sucessão se dará na certa continuidade, uma vez que o nome preferido pelas entidades estaduais é o do vice-presidente, José Roberto Tadros, do estado do Amazonas.

A instituição, com este novo comando, poderá, com maior informação, impulsionar a mão de obra do turismo na região, que está em fase de crescimento e o grande instrumento é justamente o SENAC.

Entre as mais graves deficiências nacionais está justamente  a formação qualificada da mão de obra e o apoio ao pequeno empreendedor, daí a importância do sistema S , que inclui ainda o SEBRAE.

Este último dirigido por personalidade nacional que é Afif Domingos , político e empresário respeitado que presidiu a Associação Comercial de São Paulo (ACSP).

O sistema SENAC-SESC protege o maior contingente de trabalhadores do Brasil, que são os comerciantes e comerciários.

A grande maioria dos estabelecimentos emprega menos de dez pessoas, precisando, portanto, de uma forte proteção na qualidade do atendimento social e da formação profissional, melhorando a qualidade e o nível de informação de milhões de brasileiros.

Por essas e outras é que devemos lutar pelo Brasil, pois nem tudo está perdido.

*As opiniões expressas em artigos são de exclusiva responsabilidade dos autores e não coincidem, necessariamente, com as do Diário do Comércio