Opinião

Mídia e educação-2


Passado o tempo, me acho um romântico por ainda acreditar, naquela oportunidade, que o papel da imprensa brasileira era o de defender e promover os verdadeiros valores da nacionalidade


  Por Paulo Saab 11 de Abril de 2019 às 20:03

  | Jornalista, Bacharel em Direito, professor universitário e escritor.


Em 18 de setembro de 2007, portanto, há cerca de doze anos, escrevi neste Dário do Comércio, como parágrafo final de uma coluna intitulada “Mídia e Educação”: A mídia brasileira é fundamental para o processo de consolidação da democracia brasileira. Mas, precisa pensar também no amanhã e se preocupar mais com a formação educacional e intelectual, especialmente, da juventude brasileira.

Está registrado no jornal e na página 179 de meu livro “Cidadania Já”, (Instituto da Cidadania Brasil/Kelps, 1.ª ed.2009).

Passado o tempo, pouco mais de uma década, me acho um romântico, por ainda acreditar, naquela oportunidade, que o papel da imprensa brasileira era o de defender e promover os verdadeiros valores da nacionalidade, bem como todas as formas de liberdade de expressão, de pensamento e, claro, de empreender, de livre mercado.

Estes postulados, que encontrei na Folha de São Paulo, nos anos em que lá trabalhei (1975-1983) permanecem vivos neste Diário do Comércio, mas, com tristeza, constato hoje que foram fazendo sucumbir, no período dos governos do lulopetismo, a um direcionamento mais à esquerda do espectro político existente, alimentado também por polpudas verbas dos cofres públicos, sabe-se hoje de que maneira levantadas, os principais jornais, revistas e mídias de rádio e televisão.

Hoje, vejo que a chamada mídia, além de optar por fazer oposição ao governo Bolsonaro, com visível favorecimento à visão esquerdista, deixando de lado sua isenção (claro que nem todos) ainda abandonou de vez o que disse há doze anos e tenho dito a vida toda: educação é a base de tudo e a mídia em geral não está cumprindo seu papel. Agora, além de desinformar, forçando uma situação para denegrir o governo que derrotou as esquerdas, ainda passa ao largo do papel educativo para a formação dos jovens brasileiros.

É lamentável. Como, todavia, os ventos mudaram e o país volta a respirar ares libertários e descontaminados do ranço ideológico opressivo, vermelho, é provável que a educação no país seja recolocada no trilho e nas prioridades fundamentais de formação da pátria.

A imprensa escrita e as televisões abertas passam e passarão cada dia mais por uma crise por estarem se tornando obsoletas pela evolução tecnológica. Só não vê quem não quer ver. Quanto tempo isso irá demandar, é difícil prever, mas a queda de audiência, leitura, da receita desses veículos é pública e notória.

Na verdade, além da batalha ideológica que o lulopetismo instalou no pais a partir do famigerado “nós” e “eles”, outra revolução corre em silêncio e de forma irrevogável, a tecnológica.

Há um parto de uma nova realidade em andamento. E parto dói.

Seria saudável se diminuísse a tensão ideológica e os agentes alcançados pelas mudanças se adaptassem e mudassem, em vez de esgoelar, atacar, acusar, a torto e a direito.

 

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