Opinião

Hora certa de mudar


Se não houver uma reação nas urnas contra os maus políticos, todos eles se safarão e estarão de volta para seguir afundando o país e ficando mais ricos


  Por Paulo Saab 17 de Outubro de 2017 às 11:32

  | Jornalista, Bacharel em Direito, professor universitário e escritor.


Vou insistir num ponto.

O “establishment” vigente, seja de cor partidária ou ideológica for, incluindo aí os membros do STF, não vai permitir mudanças que signifiquem ir além de tudo que já aconteceu no país.

Está muito claro que as forças políticas alcançadas de um modo ou outro pela Operação lava-Jato estão tentando cercar seus efeitos e diminuir seu poder de influência, deixando evidenciar que todos os “criminosos” se uniram numa defesa agora comum.

Os agentes públicos envolvidos nos assaques, assaltos, roubos, ao Tesouro Nacional, nada mais fazem, nem mesmo suas obrigações mínimas, do que buscar meios e modos de anular ou esvaziar os efeitos das ações que os colocaram nus perante o país e o mundo em sua sanha criminosa.

Todos os esforços que se fazem agora, acobertados pela mídia de massa com interesse nos cofres públicos também, são para perante a opinião pública voltar aos poucos ao status do esvaziamento das denúncias, das acusações, limitando a “briga” aos partidos de extrema esquerda contra todos os demais que foram ou estão sendo alcançados pela sua roubalheira.

Os de extrema-esquerda, não nos iludamos, querem o caos em busca de sua utópica, anacrônica e já falida “ditadura do proletariado”. Nem notaram, ainda, de tão ultrapassados que estão que até Marx de fato já morreu.

Para o brasileiro decente, honesto, comum mortal trabalhador que sustenta com seus impostos e taxas e encargos, todos os salafrários que se apoderaram do bem público, resta saber que:

*Pouco ou nada vai se alterar de fato até as eleições de 2018.

*Se não houver uma reação nas urnas contra os maus políticos, todos eles se safarão e estarão de volta para seguir afundando o país e ficando mais ricos.

É necessário que tenhamos essa consciência e desde já comecemos a nos preparar para atuar nas eleições do ano que vem de forma intensa, incisiva, para dar discernimento ao maior numero de eleitores ingênuos possível, de que não podem mais votar nos candidatos envolvidos na corrupção que assola o país.

Limpar o Legislativo e o Executivo, para depois limpar o Judiciário, é tarefa hercúlea, mas que precisa ser feita a partir das urnas.

Esperar que a agora sob fogo cruzado de todos os lados, a Operação Lava-jato possa por si só resolver algo além do que já fez, é acreditar em Papai Noel.

O Brasil sempre cabe –e só a população nas ruas, em massa pode mudar isso- no ditado francês que diz: plus ça change, plus cést la même chose...

Quanto nojo diário é estar vivendo este momento de canalhice e distorção de valores.

**As opiniões expressas em artigos são de exclusiva responsabilidade dos autores e não coincidem, necessariamente, com as do Diário do Comércio