Opinião

Giro da biruta


"...pois vejo vir vindo no vento o cheiro da nova estação..."


  Por Paulo Saab 29 de Janeiro de 2019 às 10:45

  | Jornalista, Bacharel em Direito, professor universitário e escritor.


Antes da retumbante vitória em outubro passado do hoje já presidente Jair Bolsonaro...espere leitor..vou começar de outra forma: antes da retumbante derrota do PT e seus satélites de esquerda em outubro passado, frente ao hoje presidente Jair Bolsonaro, eu dizia aos amigos e leitores que o vento precisava girar a biruta.

Traduzindo: o país estava viciado num sistema institucionalizado de domínio dos órgãos e mecanismos sociais. Essa dominação impôs, ao longo de mais de uma década, uma visão e uma prática de valorização de iniciativas típicas de regimes totalitários de esquerda (como na Venezuela, por exemplo) onde o objetivo era a tutela definitiva do país por um conjunto de forças que nunca mais sairiam do poder (como Cuba, por exemplo).

Não vou me estender nessa explicação. Penso que hoje em dia ela está já bem conhecida e amadurecida pela camada pensante da população que defenestrou o jugo lulopetista pela via pacífica do voto.

Dizia eu: é preciso que o vento mude a direção da biruta, no jargão aeronáutico, porque tudo que se fazia, tudo que se buscava, tudo que se vendia à população, no conluio do poder então dominante mancomunado com a mídia de massa comprada a peso de ouro (dinheiro público, sabe-se lá se sujo) era doutrinar a população, notadamente a mais ignorante e pobre, com os chavões, palavras de ordem e mantras de defesa e implantação do caos social para a dominação perpétua. Desculpe o tamanho do parágrafo. Mas não deu para parar.

Em nome de defender os pobres, o sistema de poder no país foi dirigido para explorar os pobres. Nunca (não se tem notícia de algo assim) se roubou tanto dinheiro público num país, como a era lulopetista fez em território brasileiro.

Todos sabem, ocioso repetir, e por isso perderam a eleição de forma tão avassaladora, da destruição econômica, financeira, industrial, social, familiar, dos valores nacionais, e outros que tais , que a biruta, na direção do vento que estava anteriormente provocou no país.

A população elegeu um governo na direção oposta. O presidente eleito, Jair Bolsonaro, tem consciência e aí reside mais uma trunfo a seu favor, de que foi o instrumento disponível, pela coragem de se oferecer para enfrentar o sistema , encontrado pelo Brasil decente, para tirar do poder, de forma pacífica e irreversível, quem o estava destruindo com o objetivo de nunca mais sair do comando .

O vento girou a biruta. E nisso constatamos o que já sabíamos que os derrotados, expulsos dos palácios, mantiveram e ainda mantém uma ampla rede de sustentáculos do sistema, que se insurge, boicota, frauda, dissimula, mente, inventa, distorce, tudo que puder, pensando que assim irão sabotar o novo vento e convencer o país de que os culpados por tudo de ruim que vamos ainda passar, é de responsabilidade da biruta girada.

Digo isso ao leitor para que se acalme em suas aflições. Este resquício enraizado de sociopatia da esquerda derrotada vai berrar muito ainda. Vai criar ou tentar criar situações que desestimulem os que sopraram os novos ventos. Vai tentar de tudo (fazer o diabo nas palavras da então gestora desastrada) para desvalorizar a orientação de redenção nacional.

Mas isso irá diminuindo aos poucos. Até o momento em que as evidências vão mostrar o acerto da mudança.

As forças derrotadas não são bom cabrito. Vão berrar, esgoelar, com o apoio de suas caixas de repercussão, cooptadas com fartas verbas públicas e perdões anteriormente. Mas o tempo os deixará afônicos.

Perderam o tempo da história. Jogaram fora quatro oportunidades obtidas nas urnas de efetivamente fazer do Brasil um país melhor. Fizeram pior.

Então, turma, calma aí com a chiadeira atual. É o grito do desesperado que se imaginava já dono de tudo e que descobre que não era dono de nada.

Os donos são os brasileiros (não preciso dizer e brasileiras. Aqui é comum de dois) que trabalham e sustentam tudo isso. Ainda há espoliação. Ainda há mil erros escondidos. Malfeitos maquiados. Tem muita coisa para aparecer e eles, os derrotados, como é comum em suas práticas, vão tentar fazer parecer que o erro é de agora, não deles. E seus aliados comprados da mídia (propaganda maciça com dinheiro público, dívidas perdoadas, etc), vão repercutir em defesa própria, mas também seu eco será menor a cada dia. Para tristeza de todos esses que tiraram o país do rumo do crescimento, da ordem e do progresso, o eleitor acordou. O Brasil levantou.

E veio o vento que não é perfeito nem talvez o melhor, mas era o que poderia existir para ventar para fora do poder quem agora posa de crítico inocente, mas foi quem minou os alicerces e as contenções de garantia de um país estável.  As colunas de proteção estão sendo construídas enquanto as anteriores ruem. É como trocar pneu com o carro andando.

Pelo menos agora sabe-se que o destino é liberdade, crescimento, qualidade de vida, capacidade de empreender, fazer riqueza e não mais distribuir pobreza enquanto os privilegiados da “nomenklatura” acumulavam o dinheiro dos outros.

**As opiniões expressas em artigos são de exclusiva responsabilidade dos autores e não coincidem, necessariamente, com as do Diário do Comércio