Opinião

Fazer é sempre bom


O Brasil tem potencial e quadros para superar a crise, mas, como disse Churchill ao assumir a Inglaterra bombardeada, a vitória só virá à custa de sangue, suor e lágrimas


  Por Aristóteles Drummond 30 de Setembro de 2015 às 14:29

  | Jornalista


A história registra um núcleo significativo de pessoas que admiram e exaltam os gestores públicos comprometidos com o progresso, especialmente com grandes obras públicas. Sem prejuízo de certa austeridade nas contas, claro.

Os gastadores do passado, que passaram um pouco dos limites, não chegaram perto do que acontece hoje, nessa insolvência coletiva de municípios, estados e da própria União, em gastos eleitoreiros, custeados por dívidas irresponsáveis.

JK foi duramente atacado pelo seu Plano de Metas e pela construção de Brasília em pouco mais de quatro anos. Hoje, constata-se que foi até prudente nos gastos, perto da grandiosidade da obra legada ao Brasil, que inclui estradas como a Belém- Brasília e a Belo Horizonte-Brasília, integrando pela primeira vez o território nacional.

Depois, os militares, especialmente os ministros Mário Andreazza , Eliseu Resende, nos governos Costa e Silva, Médici e Figueiredo, com o asfaltamento da Belém-Brasília, construção da Cuiabá-Porto Velho, duplicação da Via Dutra, construção da Rio-Santos, da Rio-Juiz de Fora e da Ponte Costa e Silva. E, na energia, com César Cals,obras
gigantescas como Itaipú, Tucuruí,projeto Carajas com Figueiredo.

Os Estados deram realizadores imortais, desde JK, prefeito de BH e governador de Minas, sucedido por eficientes políticos como Israel Pinheiro, Rondon Pacheco e Aécio Neves, os paulistas Adhemar de Barros e Paulo Maluf, ambos com passagens marcantes na Prefeitura da capital e no governo do estado. A Bahia era uma antes de Antônio Carlos Magalhães e outra depois.

No Rio, como Guanabara, dois adversários, Lacerda e Negrão de Lima, foram notáveis. Aí, tivemos um longo período sem nada acontecer, até que Sérgio Cabral, Eduardo Paes e Pezão refundassem o Rio em marcha batida do esvaziamento em função de governos medíocres, podendo se considerar como de desempenho médio Faria Lima, na fusão, e Marcelo Alencar, na capital e no estado.

O Rio ainda reverencia Pereira Passos e Minas, Antônio Carlos – governador, prefeito de BH e de Juiz de Fora – por terem sido marcantes na gestão e nas obras antes de 1930. E o velho estado do Rio teve dois grandes governos em Amaral Peixoto.

O Brasil tem potencial e quadros para superar a crise, mas, como disse Churchill ao assumir a Inglaterra bombardeada, a vitória só virá à custa de sangue, suor e lágrimas. Sem realizações e sem homens de visão e ação não se cresce.