Opinião

Empregos precisam de empresas e de empreendedores


Neste momento, não há clima favorável para o desenvolvimento do empreendedorismo privado, em razão da instabilidade política e da insegurança jurídica


  Por Roberto Mateus Ordine 18 de Maio de 2018 às 12:46

  | Advogado e vice-presidente da ACSP e Facesp


Esta é a verdade que não se pode calar. São treze milhões de desempregados que necessitam  oportunidade de trabalho para sustentar suas famílias.

Só que não se deve esquecer também que, para surgirem empregos, há a necessidade da existência de empresas funcionando e aptas a gerar  oportunidade de trabalho.

É neste ponto que surge a iniciativa privada e o empreendedorismo como o caminho mais lógico e rápido para a geração de empregos e expansão  da economia de um país democrático.

No Brasil neste momento, no entanto, não há clima favorável para o desenvolvimento do empreendedorismo privado, em razão da instabilidade política e  da insegurança jurídica, que continua a nos perseguir, apesar do restabelecimento do equilíbrio econômico.

Os empreendedores não se sentem estimulados  e seguros para investirem em suas empresas e em  novos negócios, diante do quadro confuso que vive o país; mesmo quando a inflação está controlada e os juros em queda.

A recente reforma trabalhista, por exemplo, que poderia servir de estímulo a novos negócios, com oferta de aumento de empregos, vive ameaçada por parte dos políticos que preferem a omissão ou ataque, visando apenas suas reeleições.

Por outro lado algumas autoridades ligadas ao setor trabalhista, inconformadas com as mudanças, apregoam que os direitos trabalhistas estão ameaçados, deixando a impressão que preferem continuar a ver trabalhadores desempregadas, a vê-los novamente contratados.

A política tributária, por sua vez, continua ameaçadora para os empreendedores, diante da edição de novas normas draconianas contra a livre iniciativa, como se os empresários de boa fé, que compõe a maioria  fossem responsáveis pelo enorme passivo fiscal. 

Esse quadro negativo acaba afetando o psicológico dos empreendedores, que preferem esperar por dias melhores para fazer novos investimentos, enquanto a aflição dos desempregados continua sem solução.

Por tudo isso é que se espera dos candidatos aos cargos eletivos a coragem para defender a livre iniciativa como solução para a expansão de nossa economia e o desenvolvimento da nação brasileira.

Ninguém nega o potencial brasileiro, porém poucos têm a coragem de dizer que a solução para o problema do quadro de desemprego está no empreendedorismo a na iniciativa privada, que precisam sentir segurança jurídica para gerar renda para a nação e emprego para os trabalhadores.    

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