Opinião

Em quem acreditar?


Muita gente me pergunta: aonde isso tudo vai parar? E a resposta sincera é que não tenho a mínima idéia


  Por Paulo Saab 12 de Junho de 2018 às 16:44

  | Jornalista, Bacharel em Direito, professor universitário e escritor.


O cenário político brasileiro anda tão confuso e enfraquecido nos últimos anos e , agora, meses e dias, que se alguém disser que sabe o que vai acontecer ou –até- em quem vai votar nas eleições de outubro, estará fazendo um exercício de ficção.

De tal modo se degenerou a qualidade da informação, da opinião, das atitudes de todos os que compõem o chamado poder público (Executivo, Legislativo e Judiciário) que é pouco provável que se encontre alguém, incluindo candidatos a cargos eletivos, que estejam falando um mínimo de verdade.

Buscam, quase regra geral, direcionamento para seu favorecimento, proteção ou enriquecimento ilícito.

Em meio ao descrédito geral, ao desparecimento da fé pública, flutua igualmente comprometida a posição dos grandes veículos de comunicação de massa.

De desejo de faturamento a ideologia misturada com nostalgia de faturamento fácil, em tempos de lulopetismo no poder, veículos como Globo eFolha, para citar os dois mais evidentes, não conseguem se firmar mais como instrumentos formadores de opinião, passando a ser propagadores de tendências de formação ideológica.

Não bastasse esse “samba do brasileiro louco”, ainda existem agora as chamadas mídias sociais, aplicativos de comunicação onde cada cidadão (ou cidadã..) ganhou espaço para também ser um crítico, um comentarista de forma pública, e passou a destilar fel em  observações de outros, caso as mesmas não estejam conforme seu pensamento.

Não há em quem acreditar na atualidade.

O governo, desmoralizado. O Congresso desmoralizado. Os ministros do STF se auto-desmoralizando. Os candidatos, quase patéticos.

Muita gente me pergunta: aonde isso tudo vai parar? E a resposta sincera é que não tenho a mínima idéia.

Uma coisa é certa: não será coisa boa.

Caso os brasileiros não acordem para o clima belicoso que o  lulopetismo e as esquerdas inflaram no país, e, ainda, se os políticos e governantes e magistrados, legisladores, em geral, não acordarem para a realidade e continuarem barbarizando sempre a seu favor, ignorando e ate tripudiando da população, isso vai acabar mal.

O risco do bolivarianismo (seja lá o que isso queira dizer) ser implantado no país, como vinha sendo por Lula e Dilma e seus asseclas no Congresso e no STF, parece afastado.

Restará então, no andar da carruagem, conflito interno de prevalência de mundos distintos, chamados anacronicamente de direita e esquerda, quando tudo se resume a dominar o poder (e roubar os cofres públicos).

Na posição de hoje das nuvens, fica a pergunta: em quem acreditar?

Outra: em quem votar?

Ainda é cedo, mas pelos que se apresentam, o quadro é de chorar.

E no meio disso, começando a Copa do Mundo. Sou fanático por futebol. Assisto até a jogo de futebol de botão. Mas, cá entre nós, essa Copa, no meio dessa fuzarca para a qual o lulopetismo e as esquerdas arrastaram o Brasil, e os demais partidos ajudaram, fica parecendo circo sem pão.

Quo vadis Brasil?

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