Opinião

Desmatamento ilegal ofusca robusto pacote brasileiro de ativos ambientais


Conter a derrubada irregular, sobretudo da floresta Amazônica, é peça-chave para o reconhecimento da comunidade internacional de que o Brasil tem compromisso com a agenda verde do desenvolvimento sustentável


  Por Cesario Ramalho 23 de Novembro de 2021 às 12:41

  | Coordenador do Conselho do Agronegócio da ACSP


A mobilização do setor privado e de organizações da sociedade civil em relação a compromissos e alertas relacionados à descarbonização fez com que o Brasil saísse com saldo positivo da mais recente Conferência do Clima (COP26).

No âmbito governamental, menciono, em primeiro plano, a presença do ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite, em Glasgow, que anunciou o realinhamento das metas brasileiras de corte de emissões, medidas para redução de metano na atmosfera e contribuição nas negociações, que resultaram na criação de um mercado global de carbono. 

A participação da ministra Tereza Cristina, por meio de transmissão em vídeo, a partir de Brasília, para o “Pavilhão Brasil” na Escócia, também foi destaque. A titular da pasta da Agricultura discorreu sobre o patrimônio agroambiental brasileiro, que por meio de tecnologia e leis vem gerando contínuos ganhos de produtividade e assegurando a proteção do meio ambiente. 

O pacote brasileiro de ativos ambientais é real, composto, por exemplo, por extensa cobertura vegetal original, acima de 66% - com boa parcela dela, praticamente um terço, dentro das propriedades rurais -; práticas agrícolas conservacionistas e que contribuem para o sequestro de carbono; o Código Florestal, uma das legislações ambientais mais rígidas do mundo; o parque tecnológico de biocombustíveis, que tem em São Paulo seu protagonista; etc.. 

Entretanto, o desmatamento ilegal, especialmente o que ocorre na floresta Amazônica, na prática, acaba inevitavelmente ofuscando o que a agricultura nacional e o Brasil já realizam para promover o desenvolvimento sustentável. Conter já a derrubada irregular, sobretudo da floresta, é peça-chave para o reconhecimento da comunidade internacional de que o Brasil, de fato, tem compromisso com a agenda verde da sustentabilidade.

São Paulo tem um agronegócio pujante, tanto no setor produtivo em si, com a cana-de-açúcar, citros, café, silvicultura, etc., bem como no tocante a agroindústrias de carnes e abriga o principal corredor de exportação do País – o porto de Santos. O agro cada vez mais forte e sustentável é fundamental para o desenvolvimento sustentável do estado. 

 

IMAGEM: Forças Armadas/divulgação






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